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Até que a morte os separe…

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Até que a morte os separe...

Uma reflexão sobre o casamento

Os tempos mudam! É o que se diz para justificar muitas atitudes nos dias de hoje. De fato, quando se descobre algo que estava sendo feito errado, é preciso rever e fazer aquilo da maneira correta. Isso se chama desenvolvimento ou progresso. Porém, usa-se também este argumento de forma errada, quando se quer alterar algo que é correto para algo que diminua o nível de responsabilidade do homem.

Infelizmente, precisamos olhar para nossa sociedade e aceitar que temos nos tornado cada vez mais hedonistas, ou seja, não buscamos mais tanto os ideais, ou aquilo que é o correto custe o que custar, mas vivemos num tempo em que tudo se justifica com a frase: “Eu só quero ser feliz”! Frase que enfatiza apenas o indivíduo e que, diante de algum desafio que demanda grandes investimentos e esforço, nos leva a desistir e pensar somente em nosso próprio bem estar.

São nessas bases que o casamento tem sido questionado e muitos o veem como coisa do passado, retrógrada e pesada demais. Os votos feitos, que implicam fidelidade e companheirismo até que a morte separe o casal, parecem não acompanhá-los depois da cerimônia. Parece que o que tem sido levado na bagagem dos recém-casados é muito mais o que disse o poeta “que seja infinito enquanto dure”, ou, podemos traduzir para, enquanto for bom para mim duram os votos, no momento em que tudo se tornar difícil, devo pensar somente em mim e pronto.

O casamento é um dos maiores privilégios do homem e da mulher e sua base está muito mais no compromisso, do que nos sentimentos que hoje se descrevem com a palavra “amor”, que possui sentidos tão diferentes para cada indivíduo.

Na criação, Deus expressa da seguinte maneira a necessidade do ser humano de relacionar-se profundamente com alguém durante sua vida: “Não é bom que o homem esteja só”. Então é criada a mulher, com valor, importância, inteligência e espiritualidade igual ao homem. Por isso, o Criador chama a mulher de “companheira idônea”, expressão que no hebraico significa “que está à mesma altura”. A ela foi dada a tarefa de auxiliar o homem a cumprir sua missão. Missão que o Criador mesmo deu ao homem: Governar a terra e seus recursos e ter filhos que continuem a administrar bem tudo o que Deus deu ao homem e à mulher, tanto para o bem da humanidade quanto para a glória do Criador.

Apenas o relacionamento do ser humano com Deus pode ser mais profundo, íntimo e prazeroso que o relacionamento entre um homem e uma mulher, pois mesmo as diferenças entre os dois, homem e mulher, fazem com que eles sejam o que Deus diz: “uma só carne”. É nesse relacionamento profundo e enfrentando os desafios externos ao casamento, como também aqueles que são internos, é que o amor, de quando casamos mais parece um adolescente mimado, voltado muito ainda para os desejos e expectativas particulares de cada indivíduo. Com o tempo amadurece, cresce e se torna um amor maduro, mais verdadeiro e responsável por muitas alegrias e pela realização no casamento. Visando agora o “nós” e não apenas o “eu”, amor que será estendido ao fruto do próprio relacionamento, que são os filhos.

Assim o casamento é o ambiente onde encontramos muito do que precisamos, não apenas no campo das necessidades materiais ou planejamento de carreira, mas também, fonte de necessidades existenciais e profundas, que estão ligadas ao âmago de nosso ser, nossa própria existência, nossa realização como seres humanos. O casamento não é algo descartável, retrógrado, ou uma barreira para nossa felicidade, mas algo essencial no mundo, projetado pelo próprio Criador a fim de que a humanidade, o homem, a mulher e seus filhos, vivam uma vida de amor, felicidade e realização plena. Mas isso somente acontecerá naqueles casamentos onde os casais honram seu compromisso, de encorajar, acompanhar, apoiar, ser fiel e igualmente de amar o cônjuge, até que a morte os separe.

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