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Reeleito, presidente fala das conquistas e desaos da entidade

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Reeleito, presidente fala das conquistas e desaos da entidade

Eloi Mamcasz considera o posto de presidente da entidade como uma evolução natural para quem está inserido no meio empresarial.

Há muito que juventude deixou de significar falta de experiência, imaturidade. Atualmente, a juventude independe da idade cronológica. Ser jovem é considerado um estado de espírito, uma renovação constante que permanece latente na vida de quem desafia as adversidades e mira nos resultados sem perder a alegria.

Aliando muita maturidade e juventude tanto cronológica quando em se tratando de ideias, Eloi Mamcasz, 38, presidente reeleito da Associação Comercial e Empresarial d e Guarapuava (ACIG) se destaca como um homem repleto de sonhos, ânsia pelo novo, sempre com foco nos resultados.

Segundo presidente mais jovem da entidade que completa 60 anos de existência em 17 de janeiro do ano que vem, Eloi conta que se sente honrado em poder fazer parte de algo tão grandioso e importante para a sociedade como a ACIG. Ele considera o posto de presidente da entidade como uma evolução natural para quem está inserido no meio empresarial, uma vez que há muito tempo faz parte da ACIG atuando em diversos setores sempre com o intuito de elevar o nome da cidade e das empresas locais que são os pilares mestres para a existência da Associação. “Na fundação da Associação comercial, víamos que ela funcionava muito mais como uma entidade propulsora de demandas básicas à época, mas que seria vital para a evolução do município, como a ampliação das redes elétrica e telefônica, por exemplo. Se consultarmos na história, a Associação, em épocas anteriores, sempre esteve embasada em nomes de grandes empresários, de famílias renomadas para que as coisas acontecessem. Era uma necessidade da época”, relata Eloi.

O presidente destaca ainda, que uma grande mudança começou a ocorrer a partir dos anos 1990 onde o mundo inteiro passou por modernizações e readequações. Segundo Eloi, as empresas, através de seus dirigentes, extinguiram a cultura há muito arraigada de que deveriam produzir no mesmo local, todos os componentes de um produto. Ele citou o modelo industrial de Henry Ford, como exemplo de empresa que construía tudo em um único local, fechando assim, os caminhos para que novas empresas com ideias modernas surgissem. “A partir dos anos 1990, notamos que o Brasil passou a ter uma nova revolução no sistema empreendedor. Com isso, começa-se a perceber a terceirização de serviços pelas grandes empresas. Ocorreu então, o desmembramento de muitas funções. A entrada no Brasil de empresas internacionais e a estabilização da moeda foram fatores que contribuíram para que a maneira de se conduzir as empresas passasse por ajustes”, relembrou.

Gestões empresariais baseadas em modelos familiares também sofreram mudanças por conta da nova revolução, principalmente tecnológica que ocorreu no Brasil, segundo Eloi. Com isso, ele destaca que houve maior gestão de custos o que fez com que novas empresas especializadas surgissem e, neste aspecto, ele considera que Guarapuava foi muito beneficiada. “Aos poucos, as empresas de Guarapuava começaram a perceber que desmembrar as tarefas resultaria em ótimos resultados, pois os empresários podiam focar nos negócios que desenvolviam sem se aterem às ramificações. A terceirização foi responsável pelo surgimento de novos empreendimentos. No Brasil, 97% dos negócios são de micro e pequenos empresários”, contou o presidente.

Ao fazer um apanhado histórico dos presidentes que foram eleitos para assumir a ACIG, Eloi relembra que os quatro últimos, incluindo ele, são proprietários de pequenas empresas. Isto, de acordo com ele, mostra que não importa o tamanho da empresa, mas sim, a qualidade dos serviços que ela presta a uma sociedade. “Os últimos quatro presidentes da ACIG são de pequenas empresas. Eu sou um empresário de um pequeno negócio. Atuo na prestação de serviços e estar ocupando a presidência da Associação hoje, é para mim motivo de muita honra, pois adquiro novos conhecimentos todos os dias, além de poder retribuir, de forma voluntária com tudo aquilo que adquiri ao longo do tempo em conhecimento e experiências. Eu digo que fazer parte da ACIG é uma constante troca de informações”, disse.

Atualmente a ACIG conta com aproximadamente mil associados, mas o grande desafio, segundo o presidente, é fazer com que mais pessoas conheçam os serviços da entidade e passem a fazer parte do que ele considera uma verdadeira família. Eloi destaca ainda que muitas pessoas deixam de aderir às associações de um modo geral por falta de conhecimento. Ele reitera que além de dar sequência aos projetos já iniciados, uma de suas propostas é evidenciar cada vez mais os trabalhos da entidade para que a população conheça o que de fato está sendo feito. “Quero, com a ajuda de todos os envolvidos, fortalecer os Núcleos Setoriais. Eles fazem com que a utilização da ACIG seja percebida. E é justamente esta percepção de importância para o empresário no que diz respeito à geração de melhores resultados para seu negócio que fará a diferença no final. Os Núcleos Setoriais fortalecem o segmento do qual o empresário faz parte e isto potencializa não só a ele, mas toda uma cadeia”, finalizou.

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