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O mundo através do olhar de um fotógrafo

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O mundo através do olhar de um fotógrafo

Para quem cresceu observando as paisagens paradisíacas que ficavam do outro lado da ponte, em meio à tranquilidade de uma infância bucólica, seguir o caminho da fotografia foi algo natural. Nascido em Niterói (RJ), o fotógrafo Renato Moreth abriu seu primeiro estúdio aos 17 anos, fotografou para importantes veículos de imprensa como os jornais O Globo e Jornal do Brasil, além de já ter feito trabalhos para diversas revistas nacionais. Os 38 anos de experiência e o olhar diferenciado o tornaram um profissional versátil, capaz de transformar clicks em verdadeiras obras de arte.

Renato esteve em Guarapuava no dia 14 de maio, trazendo a exposição Panorâmicas, que inaugurou a Besha Gallery. As obras ficarão expostas por um mês. A mostra apresenta cerca de 20% do trabalho já produzido pelo fotógrafo e tem uma característica bastante pontual: as fotos foram tiradas durante suas viagens pelo Brasil e pelo mundo e são todas em preto e branco. “Todas essas fotos foram tiradas com uma câmera analógica que eu comprei em 1996. É um equipamento que opera em uma velocidade mais lenta, específico para fazer imagens panorâmicas, por isso a maioria delas retrata apenas paisagens”, explica.

A exposição Panorâmicas de Renato Moreth foi montada pela primeira vez em 2009, para a inauguração da Galeria M.V., em Nova York. Os arquivos analógicos foram digitalizados através de um processo cuidadoso e demorado, que resultou em 30 cópias de cada imagem: 20 feitas em papel de algodão e 10 em papel de prata. A mostra já passou pelo Centro Cultural Pachoal Carlos Magno, em Niterói, pela Galeria Marina Moura, em Recife (PE) e pelo Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que o fotógrafo expõe sua obra no Paraná.

Além da exposição Panorâmicas, Renato Moreth conta com outros trabalhos de sucesso no currículo. Entre eles estão a exposição Japão Século XIX e Século XXI, em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, a exposição O Melhor da Festa, vista por mais de 10 mil pessoas, o trabalho intitulado Pop Art, inspirado na obra de Andy Warhol, e a exposição Divina China. Sua próxima exposição retratará a Austrália. “Não tento me prender a temas específicos quando fotografo. Gosto de mostrar coisas que parecem não ter importância, mas que são marcas do tempo. Tenho esse intuito de intrigar as pessoas. Quando elas olham para as fotos quero que tentem descobrir o que representam”, afirma.

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