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Problemas graves nos rins podem ser evitados com exames periódicos

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Problemas graves nos rins podem ser evitados com exames periódicos

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) afirma que cerca de 13 milhões de brasileiros têm algum tipo de problema renal. Ainda segundo a SBN, aproximadamente 92 mil pacientes em todo país precisam passar por seções de diálise. Os rins são órgãos do tamanho de um punho fechado, localizados dos dois lados da coluna. Basicamente, eles funcionam em nosso organismo como filtradores, retirando do sangue resíduos, toxinas e fluídos excedentes. São órgãos vitais para a saúde do nosso organismo, portanto, problemas no seu funcionamento são muito preocupantes. Às vezes, as doenças renais não emitem qualquer sintoma até que estejam em estágios bastante avançados, o que dificulta o seu tratamento.

A doutora Débora Thomson Milazzo Foroni, farmacêutica bioquímica, responsável técnica pelo Laboratório Biolab, enfatiza que realizar com periodicidade um simples exame de sangue pode evitar muitos problemas futuros. Isso porquê, através do teste é possível medir os níveis de creatinina e uréia presentes na corrente sanguínea. A creatinina pode ser definida como um lixo metabólico, derivado do consumo que nossos músculos fazem da creatina fosfato (substância produzida pelo fígado). Ao ser lançada na corrente sanguínea, a creatinina é filtrada pelos rins e eliminada do corpo através da urina. Já a uréia é uma substância tóxica, produzida pelo fígado através da metabolização de proteínas da alimentação. A substância também é filtrada e eliminada pelo trabalho dos rins.

Geralmente, os exames de uréia e creatinina são pedidos em conjunto, sendo esta última um indicador mais decisivo para detectar problemas nos rins, principalmente nos casos de insuficiência. Isso porque, alterações nos valores normais de uréia podem ser causadas por desidratações, uso de diuréticos, sangramento digestivo, alimentação rica em proteínas, doença no fígado, entre outros. “Os níveis aceitáveis de creatinina no organismo variam entre 0,6 a 1,3 ml/dl. Mas esses valores não são absolutos, por isso é importantíssimo que o exame seja interpretado pelo médico que costuma atender o paciente”, esclarece doutora Débora.

Ela ainda ressalta que alguns grupos de pacientes devem realizar os exames de creatinina e uréia com maior frequência, por estarem mais suscetíveis a desenvolverem problemas renais. É o caso dos hipertensos, diabéticos, pessoas com mais de 50 anos, ou que tenham histórico familiar de rins policísticos, glomerulonefrite e insuficiência renal crônica. O uso crônico de anti-inflamatórios, infecções urinárias frequentes, cálculos renais de repetição, edemas e anemias sem causas definidas inspiram cuidados. Pessoas que tiveram ou têm doenças cardíacas graves, ou que sofrem com emagrecimento, perda de apetite, náuseas matinais e fraqueza intensa, além de obesos, fumantes e crianças com problema de crescimento também devem estar atentos. “Alterações na coloração da urina, sangramento ou excesso de espuma devem ser investigados com urgência” destaca a responsável técnica pelo Laboratório Biolab.

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