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Guarapuava está no circuito do Sonora Brasil sobre viola

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Guarapuava está no circuito do Sonora Brasil sobre viola

O Sonora Brasil é um projeto temático do Sesc que tem como objetivo difundir expressões musicais identificadas como desenvolvimento histórico da música no Brasil. Em sua 18ª edição, apresentará os temas Sonoros Ofícios – Cantos de Trabalho e Violas Brasileiras, que serão desenvolvidos no biênio 2015/2016, com a participação de quatro grupos em cada tema.
Em 2015, o primeiro tema circula pelos Estados das regiões Centro-Oeste Norte e Nordeste, enquanto o segundo segue pelos Estados das regiões Sul e Sudeste. Em 2016, na 19ª edição, procede-se a inversão para que os grupos concluam o circuito nacional. A unidade do Sesc em Guarapuava, então, receberá quatro apresentações sobre as violas brasileiras.
ETAPA
O tema Violas Brasileiras traça um panorama da viola de cinco ordens e de variantes do instrumento que apresentam características peculiares e regionalizadas, relacionadas a práticas musicais restritas a ambientes geográficos pouco abrangentes.
A viola caipira/sertaneja, a que mais se projetou difundindo o repertório das duplas de cantadores da região Sudeste e que aos poucos foi sendo incorporada em outras formações ligadas a repertórios populares, é apresentada por Paulo Freire e Levi Ramiro (SP).
A v i o l a d o N o r d e s t e , r e c o n h e c i d a c o m o acompanhadora dos repentistas e como instrumento solista nos ponteados modais com sonoridade nordestina inconfundível, e ainda a machete, ligada aos sambas de roda da Bahia, são apresentadas por Ivanildo Vilanova, Antônio Madureira e Cássio Nobre (PE e BA).
A viola de concerto, apresentada por Fernando Deghi e Marcus Ferrer (PR e RJ), vem ampliando sua presença nos espaços destinados à música clássica desde a década de 1960 quando começou a receber a atenção de compositores como Theodoro Nogueira e Guerra-Peixe.
As violas singulares, com suas peculiaridades e suas claras referências regionalizadas, como as violas de cocho em Mato Grosso, a de buriti em Tocantins, e a do fandango, ligada à cultura caiçara paranaense e do Sul de São Paulo, serão apresentadas por Sidnei Duarte, Maurício Ribeiro e Rodolfo Vidal (MT, TO e SP).
Violas em Guarapuava As apresentações são gratuitas. Informações podem ser obtidas nas semanas que antecedem os eventos através do telefone (42) 3623-4263. O Sesc Guarapuava fica localizado na Rua Comendador Norberto, 121.
11 de agosto – Viola Nordestina (PE e BA) Três músicos – Antonio Madureira, Ivanildo Vilanova e Cássio Nobre – reconhecidos pela dedicação ao repertório tradicional deste instrumento, apresentam uma síntese da presença da viola na cultura nordestina, no repente, nos ponteados e no samba de roda.
6 de setembro – Viola Caipira/Sertaneja (SP) Dois violeiros do interior de São Paulo – Paulo Freire e Levi R amiro – apresentam um panorama do desenvolvimento do instrumento na região, através de gêneros tradicionais consagrados no ambiente rural (caipira) e de repertórios desenvolvidos em meio urbano (sertaneja) com maior do apuramento técnico.
1º de novembro – Violas Singulares (SP, MT e TO) São aquelas que não foram difundidas além de suas regiões de origem, permanecendo ligadas a gêneros regionalizados, como o fandango (viola caiçara), com Rodolfo Vidal, o cururu (viola de cocho), com Sidnei Duarte, e os ritmos tradicionais do cerrado (viola de buriti) com Maurício Ribeiro.
9 de dezembro – Tradição e Modernidade (PR e RJ) Trata da viola inserida no contexto acadêmico e na música de concerto, apresentando repertório que abrange desde o período colonial brasileiro até à música contemporânea. Conta com a participação dos músicos Fernado Deghi e Marcus Ferrer.

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