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Peelings: chegada do frio beneficia tratamentos

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Peelings: chegada do frio benecia tratamentos

Peelings são tratamentos que promovem a renovação da pele através de uma descamação controlada pelo médico. Assim, são mais indicados durante o outono e inverno
Com a chegada do inverno, as temperaturas mais amenas favorecem o tratamento da pele. Há várias condições, como as manchas, cicatrizes de acne e o rejuvenescimento que encontram nessa época ocasião especial para uma terapêutica mais intensa. Existe uma grande quantidade de métodos que podem ser utilizados para se obter a melhora da pele, entre eles, os “peelings”. Caracterizam-se por serem os procedimentos mais realizados nos consultórios dermatológicos no Brasil, segundo recente enquete do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O que são?
Mas o que são “peelings”? Na verdade, esse nome vem do inglês e quer dizer descamar. Ou seja, são tratamentos que promovem a renovação da pele através de uma descamação controlada pelo médico.

Os agentes esfoliantes podem afetar duas camadas da pele: a epiderme, a mais superficial e a derme superficial, onde há fibras de colágeno que dão firmeza e sustentação para a pele. Como resultado, surge um tecido mais saudável e regenerado. Pode-se obter clareamento de manchas como o melasma (manchas escuras na face causadas por alterações hormonais, gravidez e exposição solar), sardas, melanoses solares (aquelas manchas escuras que surgem, principalmente, no dorso das mãos). Também podem ser tratadas cicatrizes de acne, lesões de pele pré-cancerígenas, tais como as ceratoses actínicas ou até mesmo rugas. Áreas como corpo, pescoço e mãos também podem ser tratadas, respeitando-se as restrições e características de cada local, pois a pele do corpo tem maior dificuldade de cicatrização, estando mais propensa a complicações

Modalidades
Existem três modalidades de peelings: o químico, que utiliza substâncias como ácidos (retinóico, salicílico, pirúvico, tricloroacético, entre outros); o abrasivo ou físico, no qual há uma raspagem das camadas da pele a serem tratadas. Destacam-se a dermoabrasão com abrasor mecânico ou com lixa d`água e a microdermoabrasão ou peeling de cristal e a laser, como o CO2 fracionado ou outras tecnologias denominadas ablativas, que através do uso de aparelhos que emitem uma luz que queima a pele a ser tratada, estimulando a renovação, melhora de aspecto e suavização das linhas superficiais de expressão.

De modo geral, os “peelings” podem ser classificados conforme a sua penetração na pele como: superficiais, médios ou profundos. Os superficiais atingem as camadas mais exteriores da epiderme e têm menor chance de complicações. Já os médios atingem da epiderme até a derme papilar e são bem mais agressivos. Os profundos, como o “peeling” de fenol, destroem totalmente a epiderme e boa parte da derme, chegando à sua camada reticular. Apresentam riscos aumentados de ser utilizados para se obter a melhora da pele, entre eles, os “peelings”. Caracterizam-se por serem os procedimentos mais realizados nos consultórios dermatológicos no Brasil, segundo recente enquete do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Público
Ao contrário do que se imagina, os “peelings” não são tratamentos buscados exclusivamente pelo público feminino. Hoje em dia, os homens também têm procurado esses procedimentos para obter uma pele mais clara, com poros fechados e para atenuar as indesejáveis rugas e também tratar as cicatrizes de acne muitas vezes conquistadas na adolescência.

Inicialmente, o paciente passa por uma consulta médica na qual o seu problema vai ser avaliado. A seguir, há necessidade de preparo da pele com cremes com ácidos e clareadores. Isso é importante para permitir uma descamação homogênea, assim como reduzir o risco de manchas no pós-operatório. Dependendo da agressividade do peeling, o paciente deverá tomar antibióticos e antivirais previamente ao procedimento. Os mais superficiais e leves são bem tolerados, mas os profundos requerem ambiente hospitalar e uma sedação anestésica. Os pós-operatórios desses procedimentos podem variar desde descamação leve até a formação de crostas marrons e inchaço da pele. Tudo depende da profundidade do peeling realizado. Quanto maior, maiores os cuidados e o tempo de recuperação. Recomenda-se que o paciente não se exponha ao sol por três meses após a realização do procedimento.

Vantagens e desvantagens
Ao interessar-se por esses procedimentos, consulte um dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, tire suas dúvidas na consulta e lembre-se: Como todo procedimento médico, os peelings não são milagrosos: são excelentes ferramentas que em mãos experientes servem para melhorar, suavizar e atenuar vários problemas da pele, mas não são mágicos e requerem cuidados especiais. Podem ter complicações. Não são procedimentos isentos de riscos. Por isso devem ser realizados por um dermatologista.

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