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Pastoral da Criança em Guarapuava: 30 anos de uma história de amor pela vida

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Por Assessoria CDC
Fotos: Centro Diocesano de Comunicação

Cerca de 2 mil pessoas lotaram a nova Catedral Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava, para celebrar os 30 anos da presença da Pastoral da Criança na diocese no último dia 22 de outubro. Acolhida, lembranças, depoimentos e confraternização marcaram a data histórica para a Pastoral que surgiu de uma necessidade básica: suprir as deficiências alimentares e também afetivas e de saúde de crianças, adolescentes e gestantes na região.

Com o passar do tempo, os trabalhos sofreram adequações às novas realidades de cada comunidade, sem que com isso, ficassem obsoletos ou desnecessários. Ao contrário, conforme destacam as coordenadoras e líderes da Pastoral da Criança em todo o país, há sempre novos desafios e barreiras a serem vencidos e só com muito trabalho e doação as atividades poderão ser feitas.

Breve histórico
Quando a diocese de Guarapuava tinha 20 anos de existência, em 1986, a necessidade de se implantar a Pastoral da Criança se tornou vital, uma vez que a entidade marcava presença em algumas cidades do Paraná, estendendo-se com rapidez para outros Estados e regiões carentes do Brasil.

À época, duas Irmãs da Caridade Social foram até Londrina, onde através de cursos, conheceram a metodologia, as ações e a mística da Pastoral da Criança, que serviria como base para a implantação dos trabalhos também em Guarapuava.

Com o aval e incentivo do bispo Dom Frederico Helmel, as religiosas Stefana Bernhard, Zeneida de Matos e Clotilde Bonfim, conhecendo a realidade local, escolheram uma comunidade da cidade para implantar o que seria o projeto-piloto da Pastoral.

A Vila Concórdia, região que pertence à paróquia Santa Cruz, foi escolhida para receber os trabalhos iniciais do projeto que se estenderia por toda a diocese em pouco tempo. As ações começaram no dia 27 de setembro de 1986.

A experiência surtiu efeito imediato, alcançando ótimos resultados segundo dados históricos da Pastoral. No ano seguinte, em 1987, a Irmãs participaram de um encontro do Clero realizado na cidade. Na ocasião, elas apresentaram a Pastoral da Criança aos participantes e explanaram sobre suas ações e metodologia, bem como, evidenciaram os resultados satisfatórios obtidos já nos primeiros meses de implantação.

Os padres foram muito receptivos com a ideia e, de imediato, vários deles pediram para que os trabalhos fossem realizados também em suas paróquias.

Foi desenvolvida inicialmente, através de reuniões com as lideranças de cada paróquia, a conscientização sobre como deveria funcionar os atendimentos e a quem estes se destinavam. Ao longo do ano de 1987, mais de 80 líderes receberam treinamentos e se tornaram aptos a visitarem as comunidades.

Irmã Clotilde relembra que as voluntárias percorriam todos os redutos das comunidades com muita empolgação aplicando a metodologia aprendida no intento de solucionar problemas de desnutrição, saúde e higiene.

“De imediato, os resultados apareceram. A mortalidade infantil diminuiu, as famílias passaram a ter mais consciência a respeito da situação em que se encontravam, resultando em crianças mais felizes, amadas e saudáveis. A capacidade de organização das comunidades foi de extrema importância no processo”, relembra irmã Clotilde.

Desta forma, por três décadas, a missão de salvar vidas vem sendo cumprida dia a dia pelas integrantes da Pastoral da Criança que, através de um voluntariado comprometido e de ações incessantes, consegue transformar a realidade das comunidades onde vivem.

Atualmente, das 47 paróquias da diocese de Guarapuava, 39 delas possuem os trabalhos da Pastoral da Criança.

 Confira a matéria completa na edição 136 da Revista Visual Guarapuava.

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