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Mulher Visual: Maria Regina Vargas

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Por RVisual  |  Foto: Jean Carlo

Maria Regina Vargas tem 62 anos e atua como coordenadora da UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade), na Unicentro, em Guarapuava. Ela é pedagoga, especialista em Educação de Jovens e Adultos pela UFPR e Supervisão Escolar e Educação, Cultura e Sociedade pela Unicentro. Em sua trajetória profissional, atuou como professora desde a Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Superior – contemplando uma diversidade de experiências. Agora, ela também é vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Guarapuava.

Para Maria Regina, ser mulher é um misto de fantasia com realidade. “Aprendi muito cedo que homens e mulheres devem ser parceiros na construção de sua história. Embora sonhasse com as princesas dos contos de fadas, eu era estimulada a encarar a vida real. E me foi ensinado desde pequenina a ser independente, mas também a ser ótima nos afazeres da casa, então sempre foi natural para mim e para as mulheres da minha família que mulher é um ser humano que nasce, estuda, trabalha, constrói sua identidade, casa-se com quem escolhe, tem os filhos que planeja com seu parceiro, viaja, escolhe seu credo”, afirmou.

Em todas as fases da vida, Maria Regina buscou construir pontes e acessar direitos iguais para todos, independentemente do gênero ou da idade. Aliás, essa é a principal questão debatida por ela hoje, visto que realiza atividades para elevar a qualidade de vida de mulheres e homens idosos. “Os avanços só são possíveis quando os sujeitos também desejam o melhor para si. Então, em muitos casos, o maior desafio é convencer a pessoa de que ela tem direito ao melhor que a vida pode oferecer”, ressaltou.

Maria Regina é mãe de Luciana Vargas, enfermeira, casada e que tem dois filhos: Lucas e Nina, verdadeiros tesouros da vovó. Em seu tempo livre, ela gosta de viajar e conhecer lugares novos. Se fosse citar um sonho, Maria Regina o ampliaria para toda a sociedade. “Gostaria de poder caminhar pelas ruas sem medo, ver meus netos brincarem na pracinha. Sonho que todos possam viver tranquilamente, homens, mulheres e crianças, em todas as partes do mundo, sem guerras, sem fome, sem medo, sem ódio”, disse.

Ela é uma pessoa satisfeita com suas escolhas e feliz por contribuir para o desenvolvimento da sociedade. “Desde que optei pelo magistério, busquei a Educação de Jovens, Adultos e Idosos, entendendo que nesse segmento poderia fazer a diferença para melhor em grande parcela da população brasileira. Creio que os profissionais da Educação devem fazer o melhor de si, assumindo sua responsabilidade com o saber, com sua contribuição com a educação de uma nova sociedade”, ponderou.

Maria Regina lembra que, por séculos, delegou-se às mulheres a educação, prioritarimente dos pequenos, acreditando que suas características seriam mais adequadas às faixas etárias menores. “Eu acredito que a mulher pode contribuir muito com a gestão dos processos educativos, pois sua capacidade de observação de múltiplos focos (visão não centrada) proporciona uma melhor administração daquilo a que se propõe”, finalizou.

* A seção Mulher Visual homenageia mulheres que se destacam e contribuem para o desenvolvimento da nossa cidade. Acompanhe as edições da RVisual.

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