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Fellipe Silvester: 6 estratégias para se desconectar

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Por Fellipe Silvester

Tenho lido e ouvido muitos debates sobre a influência dos smartphones na vida das pessoas de todas as idades e segmentos sociais. Hoje meu celular está 24 horas por dia presente na minha vida. É meu despertador; minha agenda; meu jogo de paciência; meu contato com amigos e com o trabalho; meu meio seguro de chegar a um lugar; minha câmera fotográfica; meu relógio de pulso; meu cinema; meu jornal da manhã; meu banco para dados e pagamentos. E não sei quantos mais “meus”. Pesquisas indicam que 75% das pessoas pegam seus celulares ao acordar e 25% delas abrem os olhos antes (rs). Para evitar prejuízos e aproveitar as oportunidades, preparei 9 dicas de como tirar o efeito vilão de perto de você e se conectar consigo mesmo!

  1. Silencie grupos de WhatsApp

Silenciar e retirar os alertas de mensagens irá contribuir para que você amplie a sua produtividade, pois os alertas podem tirar a sua capacidade de concentração e isso implicará em perca de tempo, pois você irá demorar até 10 minutos para retomar sua máxima produtividade. O melhor caso é imergir na sua atividade por algum tempo e usar 10 minutos de descanso para retomar as energias e somente neste momento aproveitar para verificar as mensagens.

  1. Faça viagens e lazer em lugares sem sinal

Graças à internet e aos smartphones, permanecemos conectados incessantemente e há quem prefira, em vez de aproveitar o tempo livre, documentar cada passo nas redes sociais em busca daquele desejado like e nos tornamos caçadores de likes de validação social. A carapuça serviu? Não se preocupe, ela serve a todos nós. E foi para resgatar o espírito dos dias de folga de outros tempos que elaborei algumas dicas para quem quer realmente curtir o tempo livremente, e não digitalmente.

– Evite lugares com Wi-Fi e cobertura 4G
Há relatos de quem, no primeiro dia sem internet, chegou a ter tremedeiras, febre, tonturas, dores de cabeça, dentre outros sintomas. Porém, pouco tempo depois, a pessoa já estava completamente recuperada e fascinada pelas experiências que adquiriu quando dedicou seu tempo integralmente a aproveitar a viagem. Vale a tentativa, só não caia em tentação.

– Poste quando chegar em casa
A melhor forma de ter memórias de uma viagem é criar memórias. Portanto, não perca tempo compartilhando instantaneamente alguma coisa. Espere um pouco, realize uma série de atividades e acumule experiências. No final, quando for postar, você terá muito mais histórias para contar e experiências para compartilhar.

– Que tal um final de semana sem celular?
Não custa tentar. Deixe-o em casa. Mas e se acontecer alguma emergência? Alguém pode perguntar. Com certeza alguém terá um celular para ajudar, mas, se não for o caso, confie que emergências são mais antigas que celulares e as pessoas sempre encontraram formas para contornar diferentes tipos de situações adversas.

  1. O uso do celular pode desconectar seu relacionamento

Você se sente negligenciada quando seu parceiro está no celular? Será que o seu tempo juntos está sendo interrompido por textos, e-mails ou jogos? Será que a tecnologia se intrometeu no seu relacionamento romântico? Quando o seu parceiro fica no celular em vez de dar atenção para você, isso parece uma rejeição – dói. Se sentir ignorada quando o seu parceiro está no celular pode ser tão ruim quanto ser evitada.

Quando uma conversa, refeição, ou momento romântico é interrompido por causa de uma mensagem de texto ou uma ligação, a mensagem é: “O que eu estou fazendo no meu celular é mais importante do que você agora”, ou, “Eu estou mais interessado no meu celular do que em você “, ou, em alguns casos, “Você não é digno da minha atenção”.

É pelo fato da outra pessoa estar suscetível de experimentar tais momentos como rejeições que as interferências tecnológicas podem, literalmente, afetar a sua saúde psicológica. Rejeições, mesmo as pequenas, tendem a ser dolorosas, pois o cérebro responde da mesma maneira que uma dor física. Mesmo mini-rejeições, como um parceiro se voltando para o celular no meio de uma conversa, podem induzir sentimentos de reação à rejeição: queda no humor e na autoestima, uma onda de raiva e ressentimento. Ao longo do tempo, essas pequenas feridas podem apodrecer e aumentar o conflito, diminuindo a satisfação com o relacionamento e levando a uma queda na satisfação com a vida.

  1. Como o Celular afeta o dia a dia com seus filhos

Desde que os smartphones invadiram as nossas vidas, estabelecer fronteiras entre a vida profissional e a vida privada se tornou um grande desafio! E para mim, é esta a grande questão que precisa ser colocada em evidência. Concordo, por experiência própria, que a tecnologia facilita muito a minha vida no trabalho, claro. A possibilidade de checar os e-mails a qualquer hora e lugar, marcar uma reunião rapidamente por WhatsApp, nos dá a sensação de que estamos 100% no comando, resolvendo prontamente tudo o que é importante, certo? Não, errado! Pois assim nos deixamos atravessar o tempo todo por tantas demandas e perdemos a capacidade de discernir o que é urgente e o que pode esperar.

O problema não está na tecnologia em si, mas sim no modo como ela vem sendo utilizada. Não faz sentido criticar uma mãe que dá o celular para o filho jogar, enquanto ela conversa com o dentista para compreender os próximos passos do tratamento ortodôntico da criança. Mas se ela faz a mesma coisa sistematicamente, para garantir alguns minutos de sossego em toda e qualquer situação, aí a história é outra! Dá para perceber a diferença? Pois é este o “danado” do bom senso que vejo que anda escasso!

Como resolver tal impasse? A seguir, dou algumas dicas para ajudar a administrar o uso dos tablets, smartphones e outros gadgets pelas crianças (e por você!) no cotidiano.

– Não leve o celular para a mesa de jantar
Esta regra deve valer para as refeições que são feitas em casa e também no restaurante. Lembre-se que família se reúne à mesa para alimentar o corpo e os vínculos afetivos. Como seria aproveitar a experiência de conectar-se em um nível profundo com sua família?

– Permita-se “desconectar”
Se você se planejou para acompanhar seu filho na natação, deixe o celular dentro da bolsa e experimente se entregar à experiência de somente observá-lo nos minutos que irão se seguir. É claro que você não precisa fazer isto toda vez que for assisti-lo, especialmente se você faz isto com frequência. Mas não deixe que o celular “roube” do seu filho a importância da sua presença.

  1. Celular na academia pode sabotar seu treino

Quem nunca ficou esperando a boa vontade de outra pessoa desocupar o aparelho na academia, porque ela estava usando o celular? Pois é… Pesquisadores conseguiram comprovar o que era quase óbvio! Ficar na rede social, trocando mensagens ou qualquer outro tipo de interatividade pelo telefone, pode sabotar o treino. Quer o celular como aliado? Então use-o como inspiração com aquelas músicas âncoras capazes de contribuir para a energia e resultados.

  1. Mude esta configuração no seu smartphone para ser mais produtivo

Ouvimos falar que tudo em excesso faz mal. As notificações nos smartphones também correm o risco de, em doses elevadas, nos prejudicar. Mesmo sendo pequenas distrações, em alta frequência elas têm o potencial de arruinar a produtividade de qualquer um. Felizmente, existe uma maneira de conciliar a utilidade delas e a nossa paz de espírito — basta mudar uma configuração do seu smartphone. Agora sim, a configuração a que me referi. É a “Não Perturbe”. Com ela ativada, o smartphone continua recebendo notificações, porém elas não fazem barulho nem acendem a tela. Em outras palavras, elas não sequestram o seu foco.

Muita gente acha que o “Não Perturbe” é indicado apenas para o período noturno, para que barulhos de notificações não atrapalhem o sono. (Tanto que no iOS ele é representado pelo ícone de uma meia-lua.) O que eu faço, e sugiro aqui, é subverter essa ideia: tornar o “Não Perturbe” o modo padrão, ou seja, mantê-lo ativado sempre. Eventualmente, quando estou esperando uma resposta, desativo o recurso, mas passo dias, às vezes semanas sem tirar o modo “Não Perturbe”. A grande sacada é que, dessa maneira, eu assumo o controle das notificações. Do outro modo, o padrão, o smartphone me interrompe na hora em que meus contatos e os donos dos apps que eu uso quiserem. Parece-me uma situação errada, afinal, o smartphone e a atenção são meus.

Quer resultados positivos, esteja ONFFLINE!

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* FELLIPE SILVESTER
– Graduado em Administração;
– MBA – Gestão Estratégica de Organizações;
– MBA – Liderança e Coaching na Gestão de Pessoas;
– Personal e Professional Coaching;
– Leader Coach pelo Behavorial Coaching Institute
– Membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC);
– Practitioner em Programação Neurolinguistica;
– Especialista em Comportamento;
– Especialista em diversos cursos de vendas e PNL (Programação Neurolinguistica);
– Gestor e Consultor.

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