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Fellipe Silvester: ‘Síndrome da abelha rainha’ provoca aumento de conflitos no trabalho

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Por Fellipe Silvester*

As mulheres são mais vítimas de indelicadezas e grosserias no trabalho do que os homens, mostram diversos estudos. Um grupo de pesquisadores americanos decidiu investigar de onde vem essa incivilidade e descobriu que parte dela é de fogo amigo. São elas próprias, especialmente as que estão em cargos de liderança, que adotam comportamentos menos colaborativos e rudes umas com as outras – um fenômeno batizado de “síndrome da abelha rainha”.

Eles seriam mais educados com as colegas do que elas mesmas são entre si, indica a pesquisa “Entendendo a Incivilidade no Local de Trabalho” divulgada pela Universidade de Arizona, nos EUA. “Isso não quer dizer que os homens não estivessem envolvidos nesses comportamentos [de agressividade]”, observado pelo estudo.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores elaboraram questionários, com perguntas sobre profissionais que pudessem ter sido grosseiros, adotando comportamentos mais agressivos ou feito comentários depreciativos. Cada conjunto de perguntas foi respondido duas vezes, uma para colegas homens e outra para colegas mulheres.

Os participantes também tiveram que descrever seus traços de personalidade e de comportamento, para determinar se havia algum fator que contribuísse para esse mau tratamento às mulheres. Os resultados indicaram que as mais assertivas e dominantes – características geralmente atribuídas ao gênero masculino – tendem a ser mais vítimas de comportamentos rudes do que as demais.

Por outro lado, quando os homens adotam uma postura mais assertiva e calorosa – características mais atribuídas a elas –, eles relatam uma menor incivilidade de seus colegas do gênero masculino. Isso sugere que os homens recebem um crédito social por se desviarem parcialmente de seus estereótipos de gênero, um benefício que as mulheres não têm.

Cobranças
Na minha avaliação dentro do mercado, o perfil competitivo das mulheres no ambiente de trabalho se deve à imposição da própria sociedade. “Desde a infância, as meninas assistem em desenhos que as princesas precisam se sobressair em beleza e talento para conquistar um príncipe”.

Além de uma cultura machista ultrapassada, ainda acrescento que a disparidade salarial também pode influenciar. No Brasil, por exemplo, a diferença salarial média entre gêneros foi de 15% em 2016, segundo o Ministério do Trabalho. “A mulher se cobra muito”, diz ele. Nesse processo, pode haver um aumento da competitividade – desembocando na “síndrome da abelha rainha”.

Os conflitos que envolvem homens são diferentes porque eles tendem a ser mais transparentes em relação à rivalidade e aos problemas com colegas. “As mulheres, ao contrário, agem de forma indireta, silenciosa, habilidosa e refinada. É praticamente uma estratégia de sobrevivência, em que tanto as mulheres quanto os homens do grupo são prejudicados”, explica. 

Empresa em cena
E se engana quem acha que o empregador também não sai perdendo com a “síndrome da abelha rainha”. A pesquisa da Universidade do Arizona calcula que a hostilidade entre funcionários pode gerar US$ 14 mil em gastos por empregado.

Em ambientes abertos à comunicação, os conflitos tendem a ser menores. “As empresas devem tentar construir relações mais fortes, no lugar de focar esforços em resolver problemas”.

“As organizações devem garantir que as ideias e opiniões de todos os funcionários sejam ouvidas”.

Como evitar conflitos no trabalho e a “síndrome da abelha rainha”
– Observe o comportamento de pessoas negativas;
– Busque manter um contato cordial, mas não próximo, de pessoas que despejam agressividade no trabalho;
– Evite discutir com quem faz uso de todos os artifícios possíveis para subir na carreira;
– Foque suas competências e funções, fazendo o seu melhor;
– Faça um vínculo de confiança com outros profissionais, respeitando a pessoa que se apresenta como rival;
– Proteja sua imagem na empresa, sem expor sua vida pessoal;

Adotar uma posição positiva e cordial no ambiente corporativo pode influenciar resultados favoráveis à sua carreira.

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* FELLIPE SILVESTER
– Graduado em Administração;
– MBA – Gestão Estratégica de Organizações;
– MBA – Liderança e Coaching na Gestão de Pessoas;
– Personal e Professional Coaching;
– Leader Coach pelo Behavorial Coaching Institute
– Membro da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC);
– Practitioner em Programação Neurolinguistica;
– Especialista em Comportamento;
– Especialista em diversos cursos de vendas e PNL (Programação Neurolinguistica);
– Gestor e Consultor.

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