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Cleri Becher de Mattos Leão

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Cleri Becher de Mattos Leão

Esposa, mãe, avó, Cleri Becher de Mattos Leão foi além, psicóloga e professora, em um período que ir além da rotina da casa para muitas mulheres era um desafio de muita coragem. Nascida na cidade de Laranjeiras do Sul, ainda pequena veio para Guarapuava, viveu também em Ponta Grossa e aos 12 anos de idade morou em um internato em Curitiba. Voltou para Guarapuava, como ela mesma afirma, para casar-se aos 17 anos de idade. Casada, foi morar na cidade de São Luís, Maranhão, longe da segurança dos familiares e amigos, “foi minha entrada no mundo, não tinha mais família e amigos perto, nada do conhecido. Lá foi minha verdadeira escola de crescimento”, conta. Atualmente, Cleri Becher de Mattos Leão divide sua semana entre Guarapuava e Curitiba, cidades na qual está dividida sua família e também seu trabalho.

Em Curitiba, Cleri atende em sua clínica de psicologia e apresenta o Programa De Bem com a Vida na Rádio Novo Tempo há sete anos. Mestre em Psicologia, atua como professora desde sua formação, e acredita que foi escolhida para essa missão. Segundo ela, hoje a educação faz parte do seu sonho diário, “porque a educação é a única riqueza que a gente pode deixar de herança, educação é um patrimônio que você carrega com você aonde você for”. Há seis anos Cleri Becher de Mattos Leão assumiu o cargo de diretora-presidente da Faculdade Guarapuava, uma caminhada de crescimento e experimentos, “tive que abrir meu leque para 3 patamares muito difíceis de serem trabalhados, professor, aluno e educação. Hoje transito nessas três avenidas que levam ao conhecimento”, destaca.

Ao falar da família, Cleri Becher de Mattos Leão, emocionase, “a família é meu porto seguro, é razão de lutas, de alegrias, a razão do meu crescimento e das minhas emoções, verdadeiro presente de Deus”. Especialmente aos sete netos, a avó agradece o contínuo aprendizado, “eu descobri essa grande universidade que está nas mãos dos netos, e que eles são capazes de nos ensinar o que a vida e os antecessores não foram capazes”. Refletindo sobre o papel que a mulher assumiu com muita luta na sociedade, Cleri diz que é a fotografia dessa mulher que veio do mundo de submissão às normas masculinas e das figuras de autoridade. “Eu venho desse lugar no qual a mulher não tinha espaço, não tinha vez e não tinha voz. Hoje eu vejo espaço para muitas mulheres caminharem para suas conquistas e parabenizo as que conseguiram chegar onde estão sem medo de errar”, conclui.

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