Dona Antonia

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Dona Antonia

Reny Antonia de Souza Turkot, ou apenas Dona Antonia, é mãe de cinco filhas e de toda uma comunidade a quem ela dedica seu amor e seu trabalho há mais de 20 anos. Ela se mudou para o bairro Morro Alto em 1990, quando foi inaugurada a Comunidade São Francisco de Paula, para trabalhar ajudando as famílias carentes de uma região da cidade que, na época, perecia com a falta de infraestrutura.

Quando iniciou seu trabalho como líder da Pastoral da Criança, Dona Antonia, com a ajuda de outros voluntários, cozinhava todos os dias um sopão que era servido aos moradores da localidade conhecida como Toca da Onça. Ela também era responsável pela pesagem periódica das crianças e preparava a multimistura, que era distribuída às famílias. “Tudo o que a gente tinha era doado, por isso precisava render. A gente misturava leite em pó com a multimistura e uma latinha acabava virando três. A gente viu muitas crianças crescerem comendo o mingau da multimistura”, relembra, contando que essa ação deu origem ao projeto do Centro de Nutrição Renascer.

Hoje, além dos trabalhos na Pastoral, Dona Antonia coordena um dos Clubes de Mães da comunidade, com a ajuda das amigas Marize e Simone. Mais de 30 mulheres participam das reuniões, que acontecem sempre nas quartas-feiras. No Clube, as participantes aprendem a bordar, tricotar e fazer pacth apliquê em panos de prato. Os materiais utilizados nas aulas são conseguidos através de doações, da venda do que é produzido pelo clube e do dinheiro que é arrecado em bazares organizados na comunidade. “Aqui somos todas amigas, pois o que uma sabe ela ensina para as outras. Através dos artesanatos as mulheres podem garantir um dinheirinho a mais para ajudar em casa e isso faz muito bem a elas”, diz.

Dona Antonia acredita que às vezes as pessoas precisam mais de atenção do que de um prato de comida. Para ela, o trabalho voluntário na comunidade é uma missão. “Não tenho do que reclamar, sou uma mulher muito feliz. Já pensei em parar porque estou com certa idade, e sei que tem muita gente boa por aí. Se eu morrer amanhã, morro feliz, porque sei que deixei algo de bom para as pessoas”, afirma.

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