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ONU certifica a hidroelétrica Itaguaçu

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ONU certifica a hidroelétrica Itaguaçu

A ONU através do protocolo de Quioto estudou formas de “limpar” o planeta, entre elas absorver os chamado GEEs (Gases do Efeito Estufa) da atmosfera e evitar que tais gases sejam emitidos.

A Hidroelétrica Itaguaçu que está em fase final de implantação no Município de Pitanga, PR foi certificada pela ONU no âmbito do Protocolo de Quioto para receber crédito de carbono.

Um importante conceito trabalhado dentro dos projetos que geram créditos de carbono é a adicionalidade, através da qual é demonstrada que a quantidade de GEEs (Gases do Efeito Estufa) liberados na atmosfera seriam maiores caso o projeto não tivesse sido implementado.

Quando falamos no acordo internacional para redução das emissões de gases do efeito estufa, o Protocolo de Quioto, os projetos ali certificados permitem que os países do chamado Anexo I, países ricos signatários deste acordo, atinjam suas metas de redução de emissões através de projetos ambientalmente corretos implantados em países em desenvolvimento como o Brasil, ou de forma simples, existe um acordo entre os países desenvolvidos, que não possam reduzir suas emissões de Gases do Efeito Estufa “paguem” para que projetos ambientalmente corretos sejam implantados em países em desenvolvimento.

O mercado de créditos de carbono alcançou valores recordes em sua primeira fase (2005 a 2012), e atualmente encontrase em sua segunda fase, transitória contando somente com o Mercado Europeu, Australiano e alguns outros países, alguns Estados americanos. No decorrer desta segunda fase deverá ser estabelecido o mega acordo para terceira fase do compromisso que contará com os gigantes Estados Unidos, China e Índia. Esta terceira fase é planejada para começar em 2017 ou 2020 e são esperados valores de comercialização ainda maiores que os obtidos na primeira fase com pico de 22,00 euros por tonelada.

A fórmula adotada pela Itaguaçu para obter a certificação em Crédito de carbono consistiu no desenvolvimento de diversos arranjos de sua Hidroelétrica, então com apoio de sua equipe multidisciplinar de profissionais sempre motivados pela Diretoria foi escolhido a opção de melhor performance maior benefício energético x danos sócioambientais.

O Diretor Vice-Presidente do grupo Eng°. Antonio Marcos Iastrenski explica que o Crédito de carbono é de suma importância para o fluxo de caixa do empreendimento, em certos casos o crédito de carbono define a efetivação ou não do investimento. Em épocas de preços normais no mercado, o faturamento pode elevar até dois pontos percentuais a Taxa Interna de Retorno do Investimento – TIR.

Através do PDD – Project Design Document provou-se que a Hidroelétrica Itaguaçu evitará que sejam emitidos, 14.821 tonelada/ano de Gases do Efeito Estufa na atmosfera.

Os créditos de carbono gerados pela Itaguaçu representam o Reconhecimento Internacional de que a energia ali gerada contribui com a redução das emissões na atmosfera de gases do efeito estufa, fato que nos orgulha, pois estamos contribuindo com a “saúde do planeta” deixando-o melhor habitável para futuras gerações, orgulha-se o Diretor.

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