Scheila Pupo

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Scheila Pupo

A vida de Scheila Pupo ia bem, mas quando a filha mais velha, Manuela, tinha quatro meses sua mãe sofreu um AVC e ela acabou se mudando para a casa dos pais. As coisas estavam melhores, Manu já estava com dois anos e Scheila descobriu que seria mãe novamente, porém soube também que o pai tinha um tumor na coluna que poderia deixá-lo paraplégico. Às pressas, ela seguiu para Curitiba, onde ele foi operado. Após dois meses paralisado, o pai de Scheila começou a se recuperar.

Mirela nasceu e tudo voltava ao normal. Em maio de 2011, Scheila percebeu um caroço em seu seio. A princípio, o médico achou que não fosse grave, pois ela havia parado de amamentar há dois meses. No entanto, os exames mostram o contrário, tratava-se de um tumor altamente agressivo, que fez com que ela passasse por uma cirurgia para a retirada da mama e iniciasse as seções de quimioterapia. “Toda mulher se lembra de usar o primeiro sutiã, por isso é tão doloroso. E tem a queda dos cabelos, isso acaba com a autoestima”, revela. Ela começou a usar peruca e demorou um tempo para falar sobre a doença para a mãe. Nesse período, contou com o apoio de marido, Cleberson e da babá de suas filhas, Rosiane. “Eles me ajudam muito com as meninas, meu marido cuida de tudo e a Rosiane é um anjo em minha vida,” diz. No fim de 2011, ela encerrou a quimioterapia e a previsão era que fizesse o controle com medicamentos até outubro do outro ano.

Contudo, em março de 2012, um novo baque: a morte da mãe. Scheila entrou em depressão e precisou de ajuda psicológica para superar a perda. Em julho, durante o almoço com uma colega de trabalho, ela sofreu um desmaio. Novos exames apontaram para a metástase cerebral. Scheila passou pela radioterapia, perdeu mais uma vez os cabelos, e prosseguiu o tratamento com quimioterapia. Em setembro, a metástase também foi diagnosticada na mesma mama que teve parte retirada. As seções de quimioterapia não deram o resultado esperado, e neste mês ela deve passar por mais três procedimentos de radioterapia e possivelmente por uma radiocirurgia. Mesmo com uma rotina de consultas e procedimentos médicos, em todo esse tempo Scheila só se afastou do trabalho por sete meses, o que faz dela um exemplo para os colegas do Banco do Brasil. “Trabalhar me faz bem, eu não quero ser enterrada viva, quero ter uma vida normal. Minhas filhas são tudo pra mim e é por elas e por Deus que tenho força para continuar”.

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