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Uma história de lutas, desafios e trabalho árduo

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Uma história de lutas, desafios e trabalho árduo

Maria Clair Almeida Gomes, 71 anos, natural de Araranguá (SC), viúva, mãe de Daniel Carlos Gomes, Marcelo Carlos Gomes, Patrícia Gomes Lustoza e Daniele de Lima.

Quando comprou a Papelaria Regina há 48 anos, Maria Clair não fazia idéia de que a loja se tornaria referência na cidade. O sucesso veio da união de dois fatores: a necessidade e o trabalho árduo. Viúva aos 29 anos e com três filhos pequenos para criar, ela se viu obrigada a fazer a empresa crescer.

O marido de Clair tinha uma tipografia, e decidiu investir em outro negócio, deixando a administração a cargo da esposa. A papelaria era pequena e pertencia a um italiano, por isso nome Regina. “Regina para eles é rainha, a maior”, explicou.

Clair resolveu não mudar o nome original. “Meu negócio era trabalhar. Só mudei do lugar onde estávamos para onde é hoje por causa do espaço”. No início, Clair não imaginava transformar a Regina na maior papelaria da região.

“Quando a gente trabalha, não pensa que vai se tornar uma referência. A princípio nem tinha pretensão, porque tinha meu marido. Quando ele morreu, tive que fazer a Regina dar certo para sustentar meus filhos”, destacou. Mas a grande realização da vida de Clair não é a papelaria.

O orgulho maior da empresária está no sucesso familiar. Seus quatro filhos, genros e noras e os seis netos são seus “tesouros”, como gosta de falar. “São a maior riqueza da minha vida. Eles cresceram dentro da papelaria, hoje assumiram a administração e é um orgulho ter alguém para continuar o negócio da família”.

Depois de vencer tantos desafios sozinha, sem familiares em Guarapuava ou nas proximidades, Clair não gosta de lembrar-se das dificuldades. “Não é importante olhar para trás, é melhor olhar para frente e ver o resultado lindo”, disse emocionada. Com o sentimento de dever cumprido ela começou a se afastar dos negócios.

“Agora vou só para fazer pequenos ajustes e dar apoio a eles [os filhos]”, riu. Isso não significa que Clair fica parada. “Com 71 anos tenho que fazer algo para me mexer. Faço sempre Taichi, espanhol, informática e dançoterapia. Sou independente, tenho meu carro e dirijo na estrada. Vou para Santa Catarina e todo lugar, só eu e Jesus”, orgulha-se ao contar. “Não nasci em Guarapuava, mas sou cidadã honorária, fui homenageada pela Câmara Municipal como mulher destaque em 2012, em 2013 recebi o prêmio divas da ACIG. Vim mocinha, com 18 anos e aqui fiquei, conheci meu marido, casei e começamos uma vida. Costumo dizer que a cidade é abençoada. Guarapuava é o melhor lugar do mundo para se viver”.

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