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Vinho uma bebida para todas as horas

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Vinho uma bebida para todas as horas

Seja ao saborear uma boa refeição ou durante um bate papo entre amigos, um vinho de qualidade sempre é uma boa pedida. A bebida milenar já era produzida com profissionalismo pelos egípcios, através de suas técnicas de seleção, plantio, colheita e armazenamento. Já o Império Romano via no plantio das vinhas uma maneira prática de demarcar seu território. Atualmente, França, Itália e Espanha são os maiores produtores mundiais de vinho, mas países como Estados Unidos, Argentina, Austrália, Alemanha, África do Sul, Chile e Portugal têm aumentado consideravelmente a exportação de sua produção.

O empresário Gustavo Gagiola é um entusiasta da bebida e se dedica a estudar sua história. Ele conta que as primeiras vinhas vieram para o Brasil entre os anos de 1532 e 1551, e que assim como os romanos, os bandeirantes também utilizaram seu plantio como forma de marcar as áreas então desbravadas. Contudo, foi apenas após Dom Pedro I autorizar o fluxo migratório para o extremo sul do país que a vinicultura passou a se desenvolver em território nacional. De 1870 a 1875 o exército brasileiro mapeou lotes na Serra Gaúcha que foram vendidos para várias famílias italianas, que fugiam da miséria que assolava o continente europeu. Junto à esperança de uma vida melhor no novo mundo, os italianos trouxeram a industrialização e a força de vontade necessárias para que o cultivo da vinha fincasse raízes na região. Com o passar dos anos, o surgimento de vinícolas e a formação de cooperativas transformou a vinicultura na principal atividade econômica da Serra Gaúcha.

Hoje, além do tradicional vinho gaúcho, o Brasil possui vinícolas que produzem uma bebida de excelente qualidade em regiões como o Vale do São Francisco e as Serras da Catarinense e da Campanha. A produção nacional tem conquistado inclusive o paladar estrangeiro, já que alguns espumantes brasileiros têm sido destaques em premiações internacionais. Apesar disso, o consumo da bebida no país ainda é baixo.

Para Gustavo Gagiola, a crença de que o vinho é uma bebida sofisticada demais é um dos principais fatores que impedem a sua popularização no Brasil. “É necessário mudar essa concepção de que é preciso ter um cuidado exagerado para consumir o vinho. As pessoas podem e devem consumi-lo de maneira informal, até mesmo para conhecê-lo e aprimorar o paladar aos poucos. Sou um defensor do vinho brasileiro, e acredito que o consumo do produto nacional deve ser estimulado. Ao abrir uma garrafa de vinho não se prenda ao valor, mas ao prazer de degustar a bebida”, aconselha.

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