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Rodrigo Bastos Um caçador de medalhas

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Rodrigo Bastos Um caçador de medalhas

Visual em seu escritório, de onde administra uma das clínicas odontológicas mais conhecidas de Guarapuava. Ao entrar no local de trabalho do dentista é impossível deixar de prestar atenção nas paredes, decoradas com inúmeras fotos e souvenirs que remetem as passagens de Rodrigo por vários lugares do Brasil e do mundo, em busca de títulos. Sua paixão pelo esporte fica ainda mais evidente quando notamos que em seu braço direito está tatuada a figura dos anéis Olímpicos.

Como a grande maioria dos atletas de destaque, Rodrigo Bastos deu seus primeiros passos no Tiro Esportivo muito cedo, aos 12 anos, em 1979, quando foi fundado o Clube de Caça e Tiro de Guarapuava. Mas foi em meados dos anos 80, ao se transferir para Curitiba para estudar, que ele começou a se de dedicar com mais entusiasmo ao esporte, optando por participar das competições na modalidade da Fossa Olímpica. Em pouco tempo, o então jovem atirador já estava entre os melhores do país. Em 1985, Rodrigo conquistou o primeiro de seus grandes feitos pelo Tiro brasileiro: a inédita medalha de bronze no Campeonato Mundial Júnior, realizado em Monte Cattini, na Itália.

Em 1987 Rodrigo fez sua primeira participação nos Jogos Pan-Americanos, conquistando o bronze na competição realizada em Indianápolis, Estados Unidos. Aos 21 anos, em 1988, o atirador atingiu o objetivo maior na vida de qualquer atleta, a participação em uma edição da mais nobre competição esportiva do mundo, os Jogos Olímpicos. Ele terminou com o quarto lugar. No fim daquele ano o atleta encerrou a temporada como líder do ranking brasileiro, posição que manteria até 1992.

No fim dos anos 80, o atleta esteve entre os principais nomes da modalidade mundial, mas infelizmente teve que abdicar da vaga no Mundial da Alemanha, em 1989, por falta de apoio. “As dificuldades fazem parte da vida de qualquer esportista e no início realmente é difícil conseguir patrocinadores. Hoje, com mais de 30 anos de carreira, estou estabelecido financeiramente e tenho o apoio de grandes empresas como o Grupo Superpão, o Grupo Dalba, a rede de lojas By Brasil e a Caixa Econômica Federal, que acreditam no meu trabalho”, diz.

Depois de passar parte dos anos 90 se dedicando mais às competições nacionais, Rodrigo voltou a ter grandes resultados em eventos internacionais nos anos 2000, com destaque para a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana, e sua segunda participação Olímpica, em Atenas, 2004.

Contabilizar o número de medalhas conseguidas por Rodrigo Bastos em competições nacionais, sul-americanas, panamericanas, intercontinentais e mundiais ao longo de três décadas no esporte não é tarefa fácil. Mas na vasta coleção do atirador há espaço para mais uma conquista, que já tem data marcada para acontecer: as Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui dois anos. Rodrigo já experimentou a sensação de competir ao lado da torcida verde e amarela durante o Pan-Americano de 2007. “O sabor de competir em casa é especial. Agora em 2014 passarei boa parte do tempo em Curitiba, intensificando a preparação para esse momento. Hoje me sinto mais experiente e confiante, pronto para conquistar essa tão sonhada medalha que ainda falta”, revela.

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