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Rodolpho e Cleuza… Legado familiar, sonho e realizações

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Rodolpho e Cleuza... Legado familiar, sonho e realizações

Segundo estudiosos da metafisica, como seres humanos, metade do que nos rege é composta por sonhos e a outra metade pela determinação em realizá-los. Esta teoria é discutível, mas em pouco tempo de conversa com o casal Rodolpho Tavares de Junqueira Botelho e Cleuza Werneck de Junqueira Botelho pode-se perceber que mesmo alheio às suas vontades, a fórmula para eles tem dado muito certo. Os dois são movidos por sonhos e determinações. Desta determinação, o resultado é o sucesso que têm enquanto pessoas, enquanto empresários e enquanto família.

Pais de três filhos e produtores rurais há mais de quarenta anos com propriedades na região de Guarapuava, atualmente pertencente ao município de Candói, o casal, desde o princípio esteve comprometido com a preservação de um legado familiar, a Fazenda Capão Redondo, sua história e a representatividade da propriedade para a Região. A propriedade fez parte de uma sesmaria no tempo do império e passou por diversas sucessões, mas ainda é local que preserva a história da região, além de ter alimentado os sonhos e mantido a união familiar por quase dois séculos.

O antigo casarão da fazenda foi consumido pelo fogo em 1938. Na época, documentos e pertences familiares também foram destruídos, com exceção de alguns móveis que estavam em outro lugar no momento do sinistro. Ainda há uma parede que unia a casa destruída com a casa dos empregados. Segundo os proprietários, esta parede foi preservada como uma relíquia histórica. No local, foi erguida outra casa em 1955. Embora mais moderna, a construção não deixa de contar a história do lugar e oferece aconchego e lembranças aos visitantes. Nascido no Rio de Janeiro e tendo estudado agronomia em Pelotas, Rio Grande do Sul, Rodolpho mudou-se para Guarapuava em 1971, dez anos depois que se casou com Cleuza. A pedido do Sogro, François Peixoto de Lacerda Werneck, veio administrar a Fazenda Capão Redondo. Por motivos de saúde, Rodolpho conta que o sogro não tinha condições de tomar conta das propriedades sozinho. Rodolpho explica que as coisas foram acontecendo naturalmente em sua vida e, com a morte do sogro, passou a gerenciar os bens da família.

O proprietário também destaca que preferiu permanecer em Guarapuava por causa do histórico familiar e também pela rentabilidade financeira que, de acordo com ele, é maior se comparada a investimentos feitos em outras regiões do Sul do Brasil. “Aqui se produz mais com investimento menor. Com isto, é claro, há maior rentabilidade. O clima local e a boa distribuição de chuvas são coisas favoráveis em nossa região e por isso, tornam as propriedades caras”, destaca Rodolpho. Para Cleuza, é uma responsabilidade muito grande manter a história familiar. Para que a união e o conhecimento continuem a fazer parte das gerações sucessoras, ela frisa que faz questão de relembrar os acontecimentos de todas as formas. “Eu faço questão de relembrar as coisas em prosa e verso em nossas reuniões familiares”, conta.

Para Cleuza, a determinação deve partir da vontade que cada um carrega dentro de si para realizar seus feitos. “Quando se tem saúde e disposição para se trabalhar, não há o que impeça a realização dos projetos”, enfatiza. Cleuza, que também é historiadora, relata que a Fazenda Capão Redondo é o Berço dos primeiros Virmond de Guarapuava. Ela também explica que estes chegaram à região em 1825 quando foram distribuídas as sesmarias para famílias que tinham condições de colonizar e povoar a região. “São quase duzentos anos de existência. Meus netos serão a oitava geração a comandar as propriedades. Confesso que é uma responsabilidade muito grande manter as coisas e também tornar as terras produtivas. A importância histórica da Fazenda Capão Redondo é muito grande para Guarapuava e para o Paraná”, destacou Cleuza. O casal mora em Curitiba, mas divide seu tempo entre a capital, Guarapuava, que é onde o filho reside, e Candói, município ao qual a fazenda pertence. O filho mais velho, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, atual presidente do Sindicato Rural de Guarapuava arrenda parte da propriedade. Além da agricultura e pecuária, na fazenda também se trabalha com silvicultura.

Para eles, é necessário sempre estar a par das mudanças e, se possível, criar mecanismos capazes de suprir as necessidades que passam a existir no decorrer do tempo. Na criação de bovinos, há destaque para as raças Angus e Brangus que são considerados os melhores reprodutores. Em se tratando de ovinos, os destaques são para a raça Texel. Na fazenda há também espaço para a criação de equinos, com destaque para a raça Crioula. Sem buscar muitas explicações para as coisas e acreditando no sonho, o casal Rodolpho e Cleuza segue suas vidas superando as dificuldades, mas sempre encontrando motivos para sorrir, para ser feliz.

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