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E o Batel voltou!

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E o Batel voltou!

Time do coração de muitos guarapuavanos retorna ao futebol prossional

Para Millôr Fernandes (1923-2012), o futebol é o ópio do povo. E, de fato, é mais ou menos isso. A paixão do brasileiro pelo esporte bretão ultrapassa a barreira das quatro linhas do campo. Seja nos estádios padrão FIFA ou nos campinhos de terra batida, o futebol possui uma força de mobilização e interação encontrada em pouquíssimas outras atividades.

Em Guarapuava não é diferente. Muitos de vocês, leitores, devem recordar com saudades dos tempos em que domingo era dia de acompanhar a bola rolando no Estádio Waldomiro Gelinski, casa da Associação Atlética Batel, clube que fez parte da elite do futebol paranaense e trouxe muitas alegrias aos guarapuavanos durante a década de 90.

Após um hiato de quase cinco anos afastado das atividades do futebol profissional, o Batel volta às competições em setembro próximo, para a disputa da terceira divisão do campeonato estadual. Este retorno aos gramados só foi possível graças a uma disputa judicial entre o clube e a Federação Paranaense de Futebol. O impasse jurídico culminou na vitória da equipe guarapuavana no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), sendo reconhecida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como uma entidade de futebol profissional.

Para a disputa da terceira divisão, a Associação Atlética Batel firmou uma parceria com a diretoria do Prudentópolis Futebol Clube, time da primeira divisão do estado, o que viabilizou a vinda do técnico Luiz Juresco para o comando da equipe. A diretoria do clube vem intensificando os esforços para manter a equipe. O time conta com o apoio da Secretaria Municipal de esportes e Recreação.

O elenco que disputará a terceira divisão do campeonato paranaense está sendo composto por atletas da própria cidade e região, e por alguns atletas de fora. Embora modesto, o projeto para a temporada 2014 visa recolocar o nome do clube em evidência no cenário estadual. “O principal objetivo é representar bem Guarapuava na terceira divisão. Queremos ver o Batel na segunda divisão e temos muita esperança de um dia retornar à elite do futebol no Paraná”, afirma Sérgio Leocádio Miranda, o Ratinho, Diretor de Futebol Profissional do clube.

O Batel estreia no Campeonato Paranaense no dia oito de setembro, contra a equipe do Andraus Brasil, em Curitiba. Para os batelinos de coração, o reencontro com a equipe profissional do clube acontece no dia 14 de setembro, às 15 horas, no estádio Waldomiro Gelinski, quando a equipe enfrenta a Portuguesa Londrinense.

Associação Atlética Batel, mais de 60 anos de história

A Associação Atlética Batel nasceu em 1951, através da união de um grupo de empresários do ramo madeireiro formado pelas famílias Carolo, Silvestre, Trombine e Dalla Vecchia. Na década de 70, o clube foi assumido pela família Gelinski. A profissionalização de seu futebol aconteceu no fim dos anos 80. Em 1990, o clube disputou pela primeira vez a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, onde permaneceu até 1998. Sua melhor participação no certame estadual aconteceu na temporada de 1994. O melhor time do Batel de todos os tempos, como é lembrado por muitos torcedores, terminou a competição em quarto lugar, atrás apenas do três grandes clubes da capital – Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube. Na tarde do dia primeiro de maio daquele ano, cerca de 8000 torcedores lotaram o Estádio Waldomiro Gelinski para acompanhar o empate em 1×1 entre Batel e Paraná Clube. A partida foi emblemática, não só pelo excelente resultado conquistado pelo time da casa, mas também pela notícia da morte de um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. No intervalo do jogo, em coro, a torcida emocionada gritava o nome de Ayrton Senna.

Meninos do Batel jogando futebol de gente grande

Antes mesmo da estreia da equipe profissional, o Batel já vem fazendo bonito nas competições estaduais em 2014, sob o comando de três ex-jogadores do clube, o técnico Toninho Paraná e os diretores das categorias de base Alaor Gomes de Lima e Marcelo de Oliveira – o Marcelo Rabugento. O projeto da equipe sub-17, formada por atletas locais de cidades vizinhas como o Turvo vem dando resultados. O Batel é líder do grupo B da competição e a torcida tem correspondido, comparecendo em bom número aos jogos da equipe. O time tem o apoio de um grupo de empresários, liderado por Marcos Duda e Renato Padilha, do Frigorífico Padilha.

Seja um sócio torcedor você também

Para ajudar a custear as despesas como materiais esportivos, manutenção e honorários dos profissionais que atuam no clube, a diretoria batelina lançou o programa Sócio Torcedor. Com R$ 50,00 mensais, o sócio tem direito de assistir todas partidas do Batel durante a temporada. A ideia, no futuro próximo, é fazer com que esses sócios formem um conselho e tenham voz ativa dentro das decisões do clube.

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