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Para Roberto, todo dia é dia de Fusca

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Para Roberto, todo dia é dia de Fusca

Sempre quando é 20 de janeiro, desde 1989, se comemora o Dia Nacional do Fusca. Apenas pelo carro ter uma data própria no calendário nacional já dá para perceber o quanto ele é parte do universo do brasileiro

Por Scheyla Horst
Foto: Scheyla Horst

Fusca é lembrança afetiva. Certamente, um item existente na maioria dos álbuns de família. Não dá para negar: quase todo mundo possui uma história em que aparece o tal personagem colorido. Mas se engana quem pensa que o carro é apenas citado em sessões de nostalgia. Em 2015, muita gente vai com ele para o trabalho e para outras cidades. Um exemplo é o servidor público Roberto Hypolito Braga Caldeira, 37 anos, atual presidente do Clube de Autos Antigos “Volks do Lobo” e dono de um exemplar de 1972 com placa preta.
Braga sempre gostou de mecânica de automóveis de épocas passadas, no entanto, se apaixonou por fuscas depois que ganhou o que era da sua sogra. Na opinião dele, o diferencial está na facilidade de realizar intervenções no veículo, além da acessibilidade para aquisição e direção. Não bastasse tudo isso, trata-se de um carro simpático, que atrai pessoas divertidas e solidárias.
Mais de 90% dos integrantes do clube são proprietários de fuscas. Eles se reúnem semanalmente e, de tempos em tempos, organizam exposições, encontros, passeios e viagens para interagir com membros de outros clubes. Nos eventos, arrecadam mantimentos que são destinados para entidades beneficentes de Guarapuava. Conforme Roberto, não há tempo ruim. “Um sempre ajuda o outro no que for preciso. Quando viajamos, vamos em comboio e, como ninguém pode ter pressa, é necessária muita paciência e cooperação”. Ter bom humor, então, parece ser uma característica básica para quem se aventura a preservar um fusca em sua plenitude nos dias de hoje, que passam tão ligeiros.
Natural de São Paulo, mas residindo no Paraná há mais de dez anos, Braga encontrou uma nova família através do seu hobbie. “Fiz muitos amigos por causa de gostar de fuscas”, contou. Ele compartilha o gosto com a esposa e com os filhos, que são crianças, mas já demonstram carinho e interesse pelo automóvel. “As cores e as curvas do fusca chamam a atenção de todas as faixas etárias”, disse.
Desde o seu início, há dois anos, o clube já conseguiu uma novidade interessante para a cidade: o credenciamento junto ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para examinar a originalidade de veículos antigos de coleção e expedir certificado de originalidade, documento necessário para obtenção de placa preta. Informações podem ser obtidas no site www.clubevolksdolobo.com.br.

Dia Nacional
Os primeiros Volkswagens Sedan – como eram chamados antes de serem “fuscas” – foram fabricados na Alemanha e chegaram ao Brasil nos anos 1950. Pequenos e com design diferenciado, começaram a atrair os olhares pode onde passavam. Como tinham baixo consumo de combustível e resistência mecânica, além da capacidade de transportar até cinco pessoas, passaram a conquistar compradores. Dessa maneira, logo foram montados no país, com componentes importados, em 1953. A produção no Brasil teve início em 1959, numa fábrica em São Bernardo do Campo, onde foram feitas mais de três milhões de unidades.
Assim, o fusca foi o carro mais vendido por aqui durante 24 anos consecutivos. Em 1989, a Volkswagen do Brasil decretou o dia 20 de janeiro como Dia Nacional do Fusca, idealizado por Alexander Gromow. O Clube de Autos Antigos “Volks do Lobo”, embora não tenha feito evento no dia alusivo, está planejando um encontro especial para este ano, que deve ser divulgado nos próximos meses.

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