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Cuidados com a pele no verão

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Cuidados com a pele no verão

Na estação mais quente do ano as pessoas realizam atividades ao ar livre com maior frequência, por isso, a atenção com a pele deve ser redobrada para evitar complicações

Durante o verão, aumentam as atividades realizadas ao ar livre e, por isso, deve-se ter um cuidado redobrado com a pele. As doenças causadas pelas altas temperaturas, pelo calor ou pela umidade excessiva são recorrentes neste período, a exemplo das brotoejas, queimaduras solares, fitofotodermatoses, micoses e do melasma.

Miliária (Brotoeja)
Brotoeja é o nome popular da miliária, uma dermatite inflamatória causada pela obstrução das glândulas sudoríparas, o que impede a saída do suor. Ambientes quentes e úmidos e o excesso de roupas, assim como febre alta favorecem o aparecimento de lesões, em geral, no tronco, pescoço, nas axilas e nas dobras de pele, sob a forma de pequenas bolhas d’água. É mais comum em crianças e bebês, mas também pode acometer adultos. Entre os sintomas estão prurido (coceira) e sensação de queimação.
O tratamento da miliária deve considerar as características das lesões e a idade do paciente. Em crianças pequenas, geralmente, restringe-se a medidas para refrescar a pele, com o objetivo de aliviar o desconforto e melhorar as lesões. É importante manter o ambiente fresco, arejado e usar roupas leves. No entanto, nos casos mais intensos, pode ser necessário o uso de medicamentos como corticoides e antibióticos.

Queimaduras solares
Outro problema bastante característico no verão são as queimaduras solares. O tempo prolongado de exposição ao sol, sem a proteção adequada, pode causar lesões de 1º grau (vermelhidão, inchaço e dor variável) e 2º grau (bolhas no local, desprendimento da pele e dor mais intensa). Além do desconforto durante o episódio, isso ainda pode contribuir para o aparecimento de doenças mais sérias no futuro, como o câncer de pele.

Proteja-se das queimaduras
– Use protetor solar com fator, de no mínimo, 30. Reaplique a cada duas horas ou quando for à agua;
– Mesmo com filtro solar, é importante se proteger do sol usando chapéu, óculos escuros, roupas e barraca;
– Evite o uso de bronzeadores;
– Evite o sol entre 10h e 16h;
– É importante ingerir bastante líquido para hidratar a pele.

Cuidados pós queimaduras
– Tome banhos de água fria, pois evitam que a pele fique ainda mais ressecada e também aliviam a dor;
– Use hidratantes e, em alguns casos, poderá ser necessário o uso de cremes de corticoides;
– Não estoure as bolhas e não retire a pele;
– Nunca aplique sal, açúcar, pasta de dente ou qualquer produto caseiro, pois eles podem complicar a queimadura e dificultar o diagnóstico.

Fitofotodermatose (exemplo: reações causadas pelo sumo do limão e o sol)
O termo fitofotodermatose designa reações fototóxicas que podem ocorrer pela exposição a agentes encontrados nas cascas de frutos cítricos, no aipo, na cenoura e na arruda. Consiste em eritema (vermelhidão) e pigmentação tardia, a qual pode perdurar por várias semanas. No nosso país, é bem comum a fitofotodermatose, que pode ocorrer pelo hábito de preparar “caipirinhas” e limonadas nas praias ou pelo uso do limão como tempero, principalmente, de frutos do mar. Além disso, é importante lembrar que o contato do sumo dessas frutas ocorre mais frequentemente com as mãos, e a dermatose localiza-se, principalmente, nesses locais.
A abordagem mais eficiente consiste em evitar a manipulação de produtos cítricos quando houver exposição ao sol.

Micoses
As micoses podem manifestar-se na pele, no couro cabeludo e nas unhas. São infecções causadas por fungos que se alimentam da queratina presente nesses locais. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos por longo prazo, esses fungos podem se reproduzir e causar doença sistêmica em crianças, adultos e idosos.
A melhor forma de evitar as micoses é realizada com hábitos de higiene básicos, como: secar-se após o banho, evitar o uso de roupas molhadas por períodos prolongados e não andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas).

Melasma
Melasma é uma condição caracterizada pelo surgimento de manchas escuras na pele, mais comumente, na face. As manchas têm formatos irregulares e, geralmente, são simétricas. Acomete mais frequentemente as mulheres. Não há uma causa definida, todavia, muitas vezes, está relacionada ao uso de anticoncepcionais femininos, à gravidez e, principalmente, à exposição solar.
O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar essa condição. Os tratamentos variam, mas sempre compreendem hábitos de proteção contra os raios ultravioleta, a luz visível e o uso de medicamentos tópicos ou orais, além de procedimentos para o clareamento.
O ponto de partida para o tratamento ter efeito é a proteção contra os raios solares. Aplicar um filtro solar físico e químico, com FPS mínimo de 30 é medida essencial. Em especial, procure filtros que tenham proteção contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB). O conceito atual do tratamento do melasma considera que o uso de filtros ajuda a estabilizar os benefícios obtidos com o conjunto das medidas descritas.
Para ajudar na remoção dessas manchas, cremes clareadores podem ser utilizados. Os mais usados consistem em hidroquinona e ácidos (retinóico, glicólico e azeláico). Também podem ser utilizados peelings, luz intensa pulsada e alguns tipos de laser. Os resultados demoram cerca de dois meses para começar a aparecer. Não é um método que funciona com todos os pacientes. Mesmo com resultados rápidos, o tempo necessário para estabilizar a condição e impedir que mínimas exposições façam retornar o pigmento pode ser de muitos meses ou anos. Assim, o conceito principal é que pacientes com esta condição necessitam de um tratamento constante.

Dicas de verão
Para evitar as doenças típicas no período do verão, algumas ações simples podem ser adotadas: seque bem o corpo; fique em ambientes arejados; use roupas, preferencialmente, de algodão; não fique com roupas molhadas por muito tempo; beba bastante água e, claro, se proteja do sol usando protetor solar, chapéus, bonés e óculos escuros.
Mas, quem não tomou as devidas precauções e percebeu alguma alteração na pele, precisa procurar um médico dermatologista imediatamente para obter o diagnóstico e o tratamento mais adequados.

Dra. Beatriz Gomes Bianco Cabrera Garcia
CRM 19430/RQE 11942

Dra. Caroline Barbosa Batista
CRM 33035/RQE 17978

Dr. Guilherme Augusto Gadens
CRM 22842/RQE 16136

Dra. Iara Rodrigues Vieira
CRM 7262/RQE 597

Dra. Renata Franco Carrara Tavares
CRM 19692/RQE 13155

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