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A meteórica carreira de Márcio Santos

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A meteórica carreira de Márcio Santos

Por Larissa Ortiz
Fotos: Tieko – Studio Yanagawa

Sem temer o fracasso, o ex-jogador enfrentou dirigentes do São Paulo. Jogou em diversos clubes, chegando à seleção brasileira, pela primeira vez, em 1990. Santos foi tetra campeão mundial pela seleção brasileira em 1994, após 24 anos de jejum

Um menino de apenas 7 anos apaionado por futebol viu sua vida mudar após competir em diversos campeonatos pela várzea. Por se destacar desde muito jovem Márcio Santos, que nasceu no bairro do Capão Redondo, em São Paulo, foi campeão mundial pela seleção brasileira em 1994. O atleta hoje resume sua trajetória em determinação, foco e perseverança.
O ex-jogador e empresário é casado com a guarapuavana Candida Travensoli Ferreira e é pai de Kiara Travensoli Ferreira Santos, de 4 anos. Desde muito jovem, já se destacava pelos campos de futebol por onde passava. Aos 7 anos, chegava a ser convidado para jogar uma partida ou outra junto com pessoas bem mais velhas e experientes. Mas não foram essas circunstâncias que levaram o atleta ao topo. Márcio começou a jogar muito cedo. Com 10 anos, participava de importantes campeonatos várzea.
Ele sempre se destacou nos grupos. No ano de 1986, aos 17 anos, foi indicado para jogar no São Paulo Futebol Clube, na categoria dos juniores. A permanência de Santos durou pouco mais de seis meses. Depois deste período, o jogador foi chamado pela comissão técnica para uma reunião, onde recebeu a notícia de que estaria sendo desligado das atividades. Como o jogador sempre foi muito confiante de seu potencial, disparou: “Hoje eu jogo de graça para vocês, mas daqui a alguns anos vocês terão que gastar muito dinheiro para me trazer de volta para o São Paulo”. E assim foi! Em 1997, o clube precisou desembolsar U$ 3,5 milhões para o retorno de Márcio.
Além do São Paulo, Márcio Santos atuou em diversos outros clubes dentro e fora do Brasil. Sua carreira profissional começou em Novo Horizontino, onde permaneceu por três anos. Após a final histórica de 1990, foi vendido para o Internacional (RS) e ficou lá por 2 anos. E, 1992 foi para o Botafogo (RJ), após para Boudeaux (França), onde permaneceu até 1994 – Copa do Mundo- Depois passou pela Fiorentina (Itália) e Ajax (Holanda), Atlético Mineiro, retornou ao São Paulo (quando o clube teve que compra-lo), Santos, Shandong Luneng Taichan (China) e Al Arabi no Qatar.
Títulos
Em 1990, participou na final histórica do campeonato paulista entre Novorizontino e Bragantino. “Foi incrível, porque era muito difícil dois times do interior chegarem a final. Os grandes times tinham jogadores muito bons”, disse. O atleta esteve presente em todas as convocações da seleção brasileira logo após a Copa de 1990 até a Copa de 1998, e disse não saber descrever até hoje qual foi a sensação. “Quando o jogo terminou passou um filme na minha cabeça, eu ficava imaginando como estava a torcida brasileira aqui, naquele momento, gritando e comemorando. Desde 1994 eu ainda não consigo descrever a emoção daquele momento. Além de ganharmos a Copa, ainda encerramos um jejum de 24 anos sem ganhar o título mundial”.
Títulos Márcio reconhece que conseguiu alcançar todos os títulos que um jogador de futebol sonha em alcançar. O primeiro deles foi o campeonato gaúcho, em 1991, pelo Internacional. Em 1995 foi Campeão Mundial Inter Clubes Japão e Campeão Europeu Champions League. No ano seguinte, se consagrou Campeão Holandês, Campeão da Copa da Holanda, Campeão da Super Copa Européia. Márcio conquistou ainda o Campeonato Paulista, em 1998. Pelo Gama, foi campeão do Campeonato Brasiliense, em 2001. E pela seleção brasileira, foi campeão da Copa do Mundo Fifa em 1994. Conquistou ainda a Umbro Cup-England, em 1995, e a Copa América, em 1997.

Vida atual
Atualmente, Márcio Santos é proprietário de um shopping center em Balneário Camboriú. Ele contou como se preparou para a vida pós-futebol: “Eu sempre via grandes jogadores, craques de futebol que ganharam muito dinheiro, mas perderam tudo e acabaram quase dormindo na rua ou nas arquibancadas dos clubes por onde passaram. E eu sempre dizia que não queria isso para mim”. Para garantir o futuro e uma boa aposentadoria, Márcio se preveniu e garantiu um futuro para ele e sua família.
Nas horas vagas, ele gosta de curtir a filhinha e, aos finais de semana, faz pequenas viagens com a família pelo litoral catarinense. Ele vem a Guarapuava periodicamente para visitar a família de sua esposa.

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