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Chef Bruno Kaminski e a paixão pela cozinha

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Chef Bruno Kaminski e a paixão pela cozinha

Por Revista Visual
Foto: Jeison Primak
Locação: Finger Móveis Planejados

De origem polaca e italiana, o guarapuavano Bruno Kaminski revela que a comida é um aspecto marcante das suas lembranças afetivas. Desde criança, ele gostava de inventar receitas em parceria com as irmãs, Leila e Bianca. Mas jamais pensou em fazer daquele hobbie uma profissão. Isso até embarcar numa aventura que atravessou o oceano e marcou para sempre a sua vida.
Em 2002, ele aproveitou uma chance de ir morar em Portugal com a sua na época namorada e atual esposa, Adelyze Campos. E foi lá que ele começou uma intensa trajetória entre panelas e sabores, com diversos desafios, apoiadores e aprendizados.
A estadia na Europa foi tão intensa que, em 2010, ele retornou ao Brasil trazendo na bagagem um “Diplôme de Cuisine Le Cordon Bleu” e, o mais importante para ele: uma vasta experiência cultural e profissional obtida no dia a dia em restaurantes diferenciados e bistrôs, passando por todas as etapas do trabalho.
Até o final deste ano, Bruno e sua família devem retornar à Inglaterra, onde ele pretende retomar com entusiasmo a sua carreira em grandes restaurantes e dar continuidade ao seu sonho de ser um Chef reconhecido internacionalmente.

Experiências
Em Lisboa, o primeiro emprego de Bruno na área de alimentação foi numa churrascaria brasileira chamada Chimarrão, onde o jovem começou como garçom e acabou parando na cozinha, onde demonstrou suas habilidades. Pouco depois, ele obteve uma oportunidade no restaurante Caseiro e Bom, onde conseguiu compreender um pouco melhor todas as etapas de produção de pratos para uma grande quantidade de pessoas.
Com o desejo de mergulhar em outra língua, ele e sua companheira foram para a Inglaterra e, depois de uma passagem por Londres, se fixaram na cidade de Scarborough. Foi nessa localidade que Bruno conheceu uma pessoa fundamental para o seu desenvolvimento pessoal e profissional: a Chef Barbara Tinsley, que é considerada por ele uma mestre, incentivadora e amiga. “Ela é um ser humano incrível e muito competente, que consegue extrair o melhor das pessoas com quem convive. Foi dela que eu ouvi pela primeira vez que eu era, sim, um Chef. Foi algo que me deu muito orgulho”, revelou ele, emocionado por relembrar das palavras e atitudes de Barbara.
Em Scarborough, Bruno trabalhou em diversos locais de destaque, como por exemplo: The Everley Hotel e The Pipe in Glass Inn. Também aprofundou seus conhecimentos e começou a obter destaque, passando de cargos e conhecendo renomados Chefs, como James Mackenzie, que lhe treinou durante três semanas.
“O meu primeiro trabalho, no Royal Hotel, foi lavando louças, porque eu tinha dificuldades com a língua inglesa. Mas como eu me empenhei para aprender rápido, fui subindo de nível dentro da cozinha e consegui todas as promoções possíveis durante um ano”, disse, exemplificando a velocidade dos acontecimentos.
A volta ao seu país ocorreu logo após a formatura no Le Cordon Bleu, curso realizado por ele em Londres, onde conheceu diversos professores e colegas de diferentes partes do mundo, o que considera uma experiência enriquecedora e inesquecível.
Bruno regressou em virtude de questões familiares, para um tratamento de saúde para o seu filho mais velho, mas sempre manteve acalentado no seu coração o desejo de regressar à Europa e dar sequência às suas metas. “No dia da minha formatura, eu fui convidado a trabalhar com Raymond Blanc, um dos Chefs mais respeitados do Reino Unido, para ser aprendiz de confeiteiro. No entanto, já estava com a passagem comprada e precisava ver minha família, que já estava no Brasil há algum tempo”, revelou. Ele tem dois filhos: Andrey, de 10 anos; e Lucca, 7.

Uma receita para ser Chef
Na opinião de Bruno Kaminski, uma pessoa que deseja ser Chef precisa exercer constantemente pelo menos duas características: humildade e curiosidade.
“Não é preciso gostar de todas as comidas que existem, mas você tem o dever de experimentar. Só assim conhecerá os diferentes sabores e possibilidades”, afirmou. Além disso, sempre é possível melhorar e é necessário saber filtrar as críticas recebidas e utilizá-las como impulso para aperfeiçoar o seu desempenho.
A profissão também exige uma entrega completa. Quem se aventura pelas cozinhas, deve saber que terá de trabalhar quando as outras pessoas estarão comemorando. “A vida social fica afetada, os fins de semana também. Não bastasse tudo isso, às vezes alguns funcionários podem faltar e os pratos terão de ser feitos da mesma maneira, então é necessário se desdobrar para dar conta da demanda”, exemplificou.
Mesmo com tantas características desafiadoras e, até mesmo, desanimadoras, para Bruno, a recompensa de ouvir elogios e perceber que se superou a cada receita é algo que apaga todas as dificuldades. A cozinha é o local onde ele se sente bem e consegue desvendar um sentido para as coisas.
“Quanto mais pressão eu recebo, mais eu me concentro, o que é um ponto positivo. O fato de eu gostar de fazer tanto pratos salgados quanto doces também um aspecto interessante e bastante elogiado por meus mestres, pois hoje em dia os Chefs precisam de versatilidade”, contou.
Por fim, ele aproveita para agradecer o apoio de toda a sua família, que foi fundamental para que ele conseguisse concluir a sua capacitação no Le Cordon Bleu.

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