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Saga Herathor: Escritor guarapuavano fala a respeito da sua obra

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Por Revista Visual
Foto: Divulgação

 

Adnir Andrade, 23 anos, natural de Guarapuava, lançou recentemente a primeira parte da obra Herathor. Baseada em uma história para RPG que ele criou, a saga conta com a participação de várias pessoas, tanto como inspiração quanto para a avaliação do livro. De acordo com ele, foram quase dois anos escrevendo, com muita persistência e o apoio fundamental da sua família, namorada e amigos.

Desde pequeno, Adnir é apaixonado por literatura e sempre foi incentivado a ler. “Quando podia, eu estava escrevendo alguma história. Coisas de criança, na época, misturando universos de desenhos, jogos e livros. Minha porta de entrada para a fantasia foi com o livro de J.K. Rowling, Harry Potter. A partir disso, conheci vários outros, até o momento que eu mesmo decidi me aventurar na fantasia. Tive muita influência da melhor escritora do mundo, Agatha Christie, que me inspirou a criar histórias imprevisíveis”, contou.

A saga contemplará seis livros, sendo que Adnir escreveu e lançou o primeiro “As Seis Zekats”, mas o segundo já está quase na metade da produção. “Com a experiência que consegui desta escrita, o segundo livro está sendo algo muito mais simples, sendo que já escrevi mais de 300 páginas em menos de três meses. Nesse ritmo, até o final do ano, o segundo volume da saga já estará pronto para ser publicado e lido”, afirmou.

 

Confira a seguir a íntegra da entrevista:

 

Qual foi a maior dificuldade para a publicação da obra?
Apesar da dificuldade em finalmente terminar a obra, digo que a dificuldade verdadeira foi publicá-la. A burocracia aqui no Brasil é absurda, e mesmo para se analisar a publicação de um livro há todo um procedimento seguido de uma espera média de seis a 13 meses para, caso seja aprovado (e apenas caso), seu livro seja aprovado. Eu tinha pressa, mas tive também sorte ao encontrar a Chiado Editora, a editora portuguesa que me possibilitou tornar Herathor uma realidade.

 

Como está sendo o trabalho de divulgação?
Desde então, estou conhecendo a terceira etapa da vida de um escritor. Digo, para alguém que não tem muitos contatos, estou indo bem, mas a divulgação pode ser algo muito frustrante. Infelizmente, há um grande preconceito brasileiro para o escritor de sua própria terra quando o tema abordado é a fantasia. Dizem que é algo que apenas os ingleses dominam, mas nem sequer dão conta da qualidade literária que temos e que, infelizmente, fica omitida pela sombra de grandes nomes internacionais. Contudo, nem tudo é tristeza e frustração. Não só sinto-me completamente realizado por ter publicado meu primeiro livro, não só sinto-me em paz por estar fazendo aquilo que eu amo, como também, no dia do lançamento, eu pude sentir o gosto da pura felicidade.

 

Quando e como foi o lançamento do seu livro em Guarapuava?
Foi no dia 26 de setembro de 2015, na Casa da Cultura, em uma noite serena e chuvosa. Pensei que poucos iriam por causa do clima, mas a recepção dos meus amigos e familiares, e até mesmo de alguns desconhecidos que estavam por lá, foi algo que eu nunca poderia esperar. Foi casa cheia, havia mais de cinquenta pessoas no recinto, e todos se impressionaram pela informalidade do encontro. Disseram-me que esperavam me ver de terno e gravata, falando apenas sobre a história de Herathor, mas eu fui com uma roupa bem confortável e – como sempre – não consegui me manter sério, levando uma conversa cheia de interações e piadas. O pessoal riu um monte, tiraram fotos com as espadas, compraram os livros e os mapas, e ainda teve direito a salgadinhos! Foi realmente um dia inesquecível.

 

O que você pode revelar aos leitores sobre a história do seu livro?
Quanto à história em si, prefiro não entrar em muitos detalhes. Qualquer coisa que eu vá falar estragará completamente a experiência de um leitor atento. Em Herathor, os menores detalhes levam a uma cadeia de acontecimentos inimagináveis. É como a teoria do caos, sempre gostei deste elemento nas histórias, algo visto em seriados como “Breaking Bad” ou o próprio filme do “Efeito Borboleta”. E não é por ser uma história de fantasia que restrinjo o meu público. Tenho leitores pré-adolescentes até da terceira idade, e todos eles estão amando o livro (principalmente o final). O que realmente importa para você gostar de fantasia é ter a mente aberta e o espírito jovem, com isto, você conseguirá embarcar em uma história inesquecível.

 

Pode nos passar uma sinopse, então, para que os leitores possam saber um resumo do conteúdo que vão encontrar?
De maneira geral, digo que Herathor não se trata da batalha entre o bem e o mau. Vai muito além disso! No primeiro livro, o leitor acompanhará a história de três mulheres de origens e destinos distintos. Uma clériga humana piromaníaca, a qual busca a todo custo por seus irmãos e pela resposta por sua ordem; uma elfa renegada da tribo Ma-Woo, portadora de um artefato misterioso que levou sua tribo a deriva da extinção; e uma orc cinzenta, filha dos Kauhuzas, a maior ameaça de Herathor, a qual busca a vingança pelos atos do seu próprio pai. Juntas, elas seguirão em busca do primeiro Segredo de Pazija, o único artefato capaz de impedir a ascensão do deus da maldade. Contudo, quanto mais avançam em sua história, mais percebem que a guerra que estão para presenciar não se trata apenas do dragão da destruição, mas a história está impregnada muito mais afundo em um passado apagado e distorcido.

 

Serviço
O livro já está disponível para venda em várias livrarias virtuais, como a Livraria Curitiba, Livraria Travessa e Livraria Cultura. Em Guarapuava, o livro pode ser adquirido na Livraria do Chain. Há também, uma fanpage no Facebook: www.facebook.com/herathorasz.

 

 

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