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Uma luz que nunca se apaga

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Por Revista Visual
Fotos: Revista Visual

A família Sovrani se une em torno da decoração da casa do patriarca, José, mais conhecido pelo apelido carinhoso de Zezinho. Filhos e netos povoam o quintal e dão suas opiniões a respeito das luzinhas e dos enfeites, que são distribuídos pela fachada da casa colorida e pelas árvores do jardim. A residência é bastante conhecida, pois há anos chama a atenção na avenida Rubem Siqueira Ribas, em Guarapuava. Trata-se de uma tradição que é mantida com zelo há décadas e que merece ser ressaltada em virtude da proximidade de mais um Natal.

De descendência italiana, Zezinho gosta de fartura. Por isso, tenta ampliar a quantidade de luz que sua casa irradia a cada fim de ano. Em 2015, eles ligaram as luzes no dia 14 de novembro e apresentam uma novidade: bolhinhas de sabão. Conforme o ritual, só retira os materiais no Dia de Reis, 6 de janeiro. Até lá, o seu lar deve receber diversos visitantes, pois ele deixa o portão aberto para quem deseja entrar e fazer uma foto dos filhos perto do presépio.

Este amor imensurável de Zezinho pela época natalina contagia seus filhos, já adultos, e os sete netos. Tanto que ele, aos 64 anos, não tem medo de que a tradição se perca, pois percebe que os outros Sovrani vão continuar a desempenhar o trabalho minucioso, que exige paciência, mas que também é muito recompensador. “Vale a pena com certeza”, reforça.

Embora a crise tenha trazido dificuldades, com alta no valor dos produtos e também da conta de luz, José Sovrani garante que dá para conciliar fazendo esforço para economizar em outras áreas durante os dois últimos meses do ano. “Tudo dá certo, é só querer. Também troquei as lâmpadas por LED, para reduzir o consumo. Além disso, 80% dos itens são reaproveitados de períodos passados, eu guardo tudo com muito cuidado para que não se deteriore. Existe um quartinho especial para isso”, explica.

Mas por que decorar a casa com cerca de 400 a 500 metros de mangueiras com pequenas lâmpadas? Zezinho é objetivo: “Por causa do espírito de Natal, que me traz essa vontade de preparar um ambiente bonito para o presépio, que revela o nascimento do menino Jesus Cristo. E também porque eu tenho uma alma de criança, que gosta das luzes, das cores e dos detalhes”, revela. Segundo ele, os pequenos percebem tudo o que foi modificado de um ano para o outro.

A família sempre procura conseguir doces e presentinhos para dar para as crianças que visitam a casa. Os Sovrani também contam com a colaboração de voluntários e de amigos, que doam balas e pirulitos para a distribuição. “São coisas tão mínimas e que podem fazer uma grande diferença”, acredita José.

Sobre a pequena quantidade de casas decoradas em Guarapuava, ele apenas lamenta: “Eu não sei se é falta de tempo, ou se é falta de vontade… Mas creio que não há uma justificativa plausível para não fazer algo, nem que seja uma pequena árvore de Natal, algumas luzinhas na janela… Eu fico triste quando saio e percebo que tudo está apagado”.

Zezinho segue firme na luta contra a escuridão.

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