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Agosto Lilás chama atenção para o enfrentamento à violência contra a mulher

Campanha amplia a conscientização sobre as diferentes formas de violência e destaca a importância da informação, do acolhimento e dos canais de denúncia

11/08/2026por Revista Visual

O mês de agosto é dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Em todo o país, campanhas reforçam a importância dos serviços de apoio e dos espaços seguros para denúncia. Em Guarapuava, as ações do Agosto Lilás começaram no início do mês. A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres promoveu, junto às mulheres das comunidades Rouxinol e Kaminski, uma roda de conversa sobre o tema e apresentou os serviços de apoio oferecidos pela Secretaria e pelo Centro de Referência da Mulher Brasileira Tatiane Spitzner.

Criada para ampliar a divulgação da Lei Maria da Penha, sensibilizar a sociedade e incentivar as mulheres a denunciarem situações de violência, a campanha do Agosto Lilás reforça, neste mês, que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva.

Para Thalyta Forquim Buco, assistente social e diretora do Centro de Referência da Mulher de Guarapuava (CRAM), o Agosto Lilás reforça a necessidade de que instituições e sociedade civil atuem de forma conjunta na proteção das mulheres.“A lei, por si só, não transforma a realidade. Ela precisa caminhar ao lado da informação, da educação, das políticas públicas e de uma rede fortalecida de proteção. É esse compromisso que orienta o trabalho da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Guarapuava, do Centro de Referência e da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher: acolher as mulheres que precisam de apoio, fortalecer sua autonomia e atuar para que cada vez menos mulheres vivenciem situações de violência”, afirma Thalyta.

Instituído nacionalmente pela Lei nº 14.448/2022, o Agosto Lilás é dedicado à proteção da mulher e à conscientização para o fim da violência contra as mulheres. Durante o mês, são promovidas ações de conscientização e esclarecimento sobre as diferentes formas de violência, os direitos das mulheres, as medidas de proteção, os serviços da rede de atendimento e os canais disponíveis para orientação e denúncia.

De acordo com Thalyta, ao longo dos 20 anos desde a promulgação da Lei Maria da Penha, diferentes formas de violência, como a moral, patrimonial, psicológica e sexual, passaram a ser identificadas com maior clareza. Ao mesmo tempo, a rede de proteção foi fortalecida com serviços especializados, medidas protetivas e atuação integrada entre diferentes áreas.

Thalyta reforça que um dos principais legados desde a criação da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2006, foi contribuir para mudar a forma como a sociedade enxerga a violência contra a mulher. “Ao completar 20 anos, a Lei Maria da Penha nos lembra o quanto avançamos, mas também que ainda há muito a ser feito”, complementa.

Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher (ligue 180) é um serviço público destinado ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer região do Brasil. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp, pelo número (61) 9610-0180, e pelo e-mail [email protected].